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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Encontro com o maior adversário…, em Berlim?

 

De hoje a uma semana têm inicio mais uns Campeonatos do Mundo de Atletismo, desta feita em Berlim. Mais uma vez de Rio Maior seguirão 5 atletas, um treinador e pelo menos 3 acompanhantes em turística.
Para nós, os turistas, vai ser mais uma oportunidade de férias numa nova cidade, o contacto com novas gentes e claro, de apreciar as performances dos melhores atletas do mundo.
            Tem sido assim nos últimos anos, cada ano, uma nova cidade ou país com o entusiasmo de sempre. Com mais ou menos dias, mais ou menos entradas no estádio posso contar, Lisboa, Leiria, Barcelona, San Sebastian, Sevilha, Munique, Paris, Atenas, Helsínquia, Osaka e Pequim.
            Faz agora precisamente 10 anos, em Sevilha 99, com o estádio cheio, recordo os milhares de espanhóis a gritarem pelos seus e particularmente pelo saltador Yago Lamela e o maratonista Abel Anton, medalhas de prata e ouro respectivamente. Foi talvez dos momentos mais arrepiantes e emocionantes que deu para sentir num estádio, tal era a atmosfera e o barulho e incentivos do público.
Em conversa com um amigo e companheiro de viagem recordo-me das suas palavras durante uma das jornadas, “eu acho que gostaria de correr aqui, isto é como uma festa, com tanta gente nas bancadas, acho que nem iria ficar nervoso”.
Por sinal, esse atleta esteve bastante perto de o conseguir, com marcas muito, mas mesmo muito próximas do acesso a esse tipo de Campeonatos. Contudo, a realidade é que quanto mais próximo mais nervoso e ansioso ele se apresentava, especialmente nos momentos competitivos.
Creio que talvez ele tenha percebido, que o seu maior adversário era ele mesmo. Parece-me que isso é valido para cada um de nós, seja para realizar mínimos para os Campeonatos do Mundo, para ter participação condigna nessa prova lutando por acesso à ronda seguinte, à final, às medalhas, e a qualquer outra actividade ou projecto pessoal em que estejamos envolvidos, o exame, o emprego, a apresentação…etc.
É o nosso verdadeiro confronto, o “eu” com as minhas capacidades e limitações considerando as expectativas que coloquei antemão e o meu desejo de conseguir, de triunfar e de agradar aos meus.
Claro que a competição também é com outros, mas porventura a mais dura talvez seja connosco próprios. Se conseguirmos estar sempre ao nosso melhor nível e ultrapassarmo-nos a nós mesmos, certamente seremos vencedores. Contudo, isso nem sempre acontece. Nem sempre conseguimos render a esse nível.
Faz agora dois meses, participei num evento de “coaching” para empresários. Um dos prelectores, Joseph O´Connor, que apresentou o “coaching” como sendo um meio e um processo que conduz ao que de melhor existe em cada um de nós – “the very best from people”…, “the very best from you”, questionava-se e questionava a assistência acerca dos motivos que levam a que diversas vezes, tal não seja possível. Sendo ex-guitarrista profissional e professor, reparou que em várias das suas aulas, os alunos quando o professor se ausentava da sala tocavam melhor e por sua vez quando este regressava, a qualidade voltava a piorar. Na opinião dele, o professor para aqueles alunos, era um agente de stress que limitava a criatividade.  
Talvez este stress que os alunos de uma qualquer escola de música sentem seja exactamente o mesmo que um principiante sente quando participa pela primeira vez numa competição de âmbito regional, ou o estreante em competições internacionais de seniores, ou mesmo o atleta que tem o “peso” de um país às costas porque existem expectativas de medalhas.
As habilidades psicológicas e a abordagem que cada um tem para lidar com a situação é que são distintas e é possível verificar em principiantes exactamente aquilo que verificamos em atletas de alto rendimento, todo o tipo de actuações – atletas que ficam acima das expectativas e que as superam, atletas que ficam aquém do seu registo habitual, e atletas que cumprem o que se espera deles.
Nas próximas semanas, ao acompanharmos os Campeonatos do Mundo e particularmente no que diz respeito à representação portuguesa, teremos mais uma vez, como habitual neste tipo de provas, todo o tipo de actuações – acima, abaixo e dentro das expectativas.
Alguns atletas conseguem resultados excepcionais em provas “consideradas” de pouca importância e depois sistematicamente naquelas que se “consideram” mais importantes ficam aquém das suas prestações.
Talvez esses atletas se devam questionar a si mesmos, porque isso sucede? Porque razão não conseguem explorar o seu máximo potencial em determinadas situações e eventos?
Talvez esses atletas devessem aprender com os mais jovens. Ou talvez esses atletas e todos nós nos nossos maiores desafios pudéssemos ter a capacidade de reflexão, nos bons e maus momentos, que Car Lewis um dia teve, Todos os atletas deviam ter presente que não se batem com os outros atletas, mas com as suas próprias capacidades. Seja o que for que já tenham conseguido, eles devem continuar a ir para além deles próprios”.
Boa sorte para todos e,
Que vão para além de si mesmos
É o meu desejo.
 
publicado por ppmiguel às 18:48
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2 comentários:
De Marta a 14 de Agosto de 2009 às 12:22
E que "corra" tudo com o desejarem

Beijinhos
De joao a 6 de Setembro de 2009 às 17:05
amanha passo ai a seguir ao almoço. abraço

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