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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

O Atleta Interior

 

O ATLETA INTERIOR – QUATRO CONVERSAS (II)
Sri Chinmoy (traduzido por Paulo Paixão Miguel)

 

Cada indivíduo na terra corre para o seu destino. Se o corredor for sábio, ele será muito simples; ele usará apenas os artigos de vestuário básicos, necessários, e não algo muito pesado ou caro que chamará a atenção dos espectadores. Se o corredor for sábio, ele também será sincero. A sinceridade significa que ele só ansiará pelos seus objectivos não se distraindo pelas flores e frutas pelas quais passa no caminho. Se o corredor for sincero, ele só correrá na sua própria pista. Ele não entrará nas pistas de outros nem os perturbará. O corredor sábio também será puro. Quando nós somos puros, nós vemos claramente com a nossa visão interna, corremos não só para os objectivos, mas os próprios objectivos correm para nós.
Quando corremos no mundo exterior temos apenas alguns competidores, e a competição durará apenas algumas horas. Mas no mundo interior nós temos muitos competidores, e poderemos levar muito tempo para os conseguir derrotar. Os nossos competidores no mundo interior são o medo, a dúvida, a ansiedade, a depressão, a preocupação e forças semelhantes que estão permanentemente a tentar roubar-nos a nossa alegria. Se ontem nós os derrotamos, hoje eles voltam para nos desafiar novamente. Intimamente nós podemos não estar preparados para o desafio, mas com o nosso pequeno eu dizemos " Ok, eu aceito o teu desafio." Então o que acontece? O medo aparece e corre à nossa frente enquanto a dúvida segura as nossas pernas e o ciúme nos puxa para trás. Se eles fossem os competidores honestos, eles concordariam em correr correctamente, mas eles não o fazem. Então, mesmo antes de começarmos, a ansiedade vem e estrangula-nos.
Se um dia formos derrotados, não deveremos sentir que estamos perdidos. Nós temos sempre que considerar o fracasso como uma experiência. Não devemos levar isto como um produto acabado ou como a culminação de uma experiência, mas como parte de uma experiência. Se pensamos que fracasso é o fim da nossa experiência, então estamos acabados. Numa corrida longa, um atleta pode partir muito lentamente mas depois gradualmente aumenta a sua velocidade até que alcança o seu objectivo. Mas se ele pensar que o seu começo foi demasiado lento nunca poderá alcançar o seu destino, e então está a cometer um erro deplorável. Assim eu sempre digo para considerar o fracasso como uma experiência que começou agora mesmo.
Infelizmente, após correr um pouco, algumas pessoas cansam-se e querem logo descansar. Mas na vida espiritual não há descanso. Uma vez iniciada a corrida, não podemos parar. Se crescermos cansados e deixamos de correr, então a ignorância puxar-nos-á para trás. As forças da ignorância atacarão impiedosamente colocando-nos no mar de ignorância. Desde tempo imemorial, nós temos corrido lado a lado com a ignorância. Mas agora que entrámos na vida espiritual, estamos a tentar correr rápido, mais rápido, rapidamente. Anteriormente éramos identificados com a ignorância nocturna. Agora que estamos despertos, estamos a tentar conscientemente uma identificação com a sabedoria-luz. Se nos pudermos tornar uma pessoa com sabedoria-luz, alcançaremos seguramente os objectivos que nos são destinados, a iluminação para sempre e para sempre mais Além.
Quando corrermos na vida interior, temos que sentir que não só estamos a correr contra ignorância, como também estamos a correr com Deus. Num sprint de 100 metros, se um corredor for 30 metros à frente de outro, então o que vai atrás não terá qualquer inspiração para correr. Mas se o corredor da frente levar apenas uns poucos metros de vantagem, então o que está atrás sente grande determinação para o acompanhar. É por isso que quando Deus corre connosco, Ele usa apenas uma pequena parte da Sua Infinita Capacidade. Só então os seres humanos têm a inspiração e aspiração para apanhá-Lo e correr com Ele. Deus fica apenas uns poucos metros à nossa frente para que possa ser visto, sentido e por fim realizado.
 
publicado por ppmiguel às 01:33
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