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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Para onde corro?

 

Olá amigos,
Estou de volta! Faz algum tempo que não escrevo nada por aqui. Não desisti nem tenciono desistir desta corrida, destes momentos de procura, de análise ou de opiniões de vários assuntos que passo para este blog. Não obstante, nem sempre é possível dedicar a este espaço a atenção que gostaria.
As últimas semanas têm sido de reflexão acerca do rumo que deverá tomar uma outra corrida minha, o Doutoramento (em Rendimento Desportivo).
Tenho lido alguns livros, pesquisado artigos, conversado com várias pessoas e fundamentalmente feito muita reflexão sobre o assunto. Esta é uma corrida que apresenta alguma exigência e por tal facto a motivação e o gosto pelo que estamos a realizar, são para mim aspectos fundamentais. Como diz R. Sharma no seu livro “O Monge que vendeu o seu Ferrari”, o segredo da felicidade é simples: descobre o que gostas realmente de fazer e, depois canaliza todas as tuas energias nesse sentido. Assim, que o fizeres, terás uma vida rica e todos os teus desejos se concretizarão fácil e graciosamente
Quando iniciei este programa de estudos, sabia claramente e sempre o disse que a minha tese versará algo sobre as corridas de meio-fundo e fundo. Contudo, não sabia muito bem por onde seguir. Tenho um gosto especial por sapatilhas de corrida e pensei que um dos módulos, o de Biomecânica, abordasse o assunto já que na cidade de Toledo onde está instalada a Faculdad Ciências del Deporte da Universidade Castilla la Mancha, está também instalada uma marca de material desportivo que tem apoio da Associação de Biomecânicos de Toledo para a construção do seu material – engano meu, o módulo abordou outras temáticas, pelo que a analise de material desportivo, especificamente de calçado para corrida não é uma das linhas de investigação.
Tal como o fiz no Mestrado, todos os trabalhos desenvolvidos têm por objectivo resolver questões da prática, tentando sempre que possível aliar as exigências que os trabalhos académicos apresentam com os problemas reais do treino desportivo e construindo conhecimento que seja facilmente aplicável, neste caso ao mundo da corrida ou à melhoria do rendimento dos corredores.
Como nos últimos anos me tenho dedicado ao estudo do treino, e especialmente, avaliação da força e da resistência de força rápida em corredores de 400m, vai daí que comecei a verificar que uma das possibilidades seria aliar estes “dois mundos”, a associação do treino de força com o treino de resistência em corredores, que é diga-se de passagem bastante difícil e complicado combinar estes tipos de trabalho dadas as interferências negativas que poderão ter um no outro. Assim sendo, comecei a debruçar-me sobre o assunto e a preparar um projecto de estudo para treino de força através de corrida em Rampas e de exercícios com pesos, para aplicação a corredores a fim de verificar a eficácia que este tipo de trabalho poderia ter na economia de corrida, e consequentemente na melhoria de rendimento em corridas de meio fundo e fundo. Ora, este trabalho seria de índole experimental, sendo necessária a colaboração de sujeitos (atletas) para aplicação dos respectivos programas. Acontece que depois de conversar com vários treinadores e atletas, e de divulgar o projecto numa revista de distribuição nacional, verifiquei que não existiu receptividade para o mesmo. Neste sentido, creio que se me apresentavam as seguintes opções: insistir no trabalho e tentar persuadir atletas e treinadores para participarem no estudo, ou escolher outra temática de estudo. Pois bem, escolhi a segunda opção até porque existem outros aspectos que me deixam bastante curioso e que desde algum tempo gostaria de me dedicar ao seu estudo, nomeadamente no que se refere ao predomínio cada vez maior de corredores africanos nas competições internacionais de meio fundo e fundo em detrimento de europeus, nomeadamente de portugueses. Eu acredito que em Portugal continuam a existir corredores de muito boa qualidade e capazes de, como no passado ombrear com os melhores do mundo.
Um dos temas de investigação possíveis ali naquela Faculdade é o da excelência desportiva (Sport expertise). Pois bem, será por aí que irei seguir nos próximos tempos, dedicando-me ao assunto. Dúvidas, existem muitas, ideias também, mas claro que nunca são demais, pelo que apelo aos poucos leitores que passam por aqui e que possam eventualmente ler este post para deixarem o seu contributo.
A semana passada estive em Toledo, onde reuni com alguns professores falando sobre as várias possibilidades do que tenho em mente realizar. Foi bastante importante porque serviu para arrumar algumas ideias e começar a encaixar cada coisa no seu lugar. Por agora há que seguir com trabalho e muita dedicação…, contem comigo!  
 
P.S. Quanto às minhas corridas propriamente ditas, até à data apenas a corrida do Tejo e os 20kms de Almeirim, este ano em versão de Meia Maratona, qual sauna debaixo de 27º puff… Ainda não consegui andar ao ritmo que pretendo, mas os treinos vão correndo e o convívio também. Em qualquer delas foi bastante interessante, especialmente na corrida do Tejo que levamos no nosso grupo 18 pessoas. Duas carrinhas à conta e ritmos para todos os gostos, desde o J.L em pouco mais de 31 mins, até às meninas para o fitness em mais de 1h, tivemos de tudo e claro no final almoço convívio entre todos que também é importante, com as habituais histórias para contar e muita alegria entre todos. No próximo domingo há mais, até lá
Corram com alma,
Vivam com alma
Amem com alma
publicado por ppmiguel às 17:31
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Regresso a Casa

 

Na semana passada recebi o mail que transcrevo abaixo, que achei super. Por um lado deu-me imensa vontade de rir tal é a prosa deste meu amigo e atleta, por outro, confesso alguma emoção pelo seu regresso aos treinos, depois de uma interrupção por condicionantes da vida e outras escolhas que às vezes se fazem.
 
Tudo bem engenheiro!! Por aqui, nunca pior, algumas dores no corpo , mas como diz a minha santa maezinha, "quem corre por gosto não cansa"!
Ontem fui treinar na praia com o Ferreira, foi duro, mas aguentei-me, ou somos homens ou somos ratos de sacristia!
Corri 20m na areia solta, porque areia dura é para meninos, custou mas aguentei-me, depois fiz 6x12s, era para fazer 6x15s mas estava com medo de não me aguentar. Correu tudo bem apesar das ultimas duas séries terem sido um verdadeiro terror, mas está cumprido.
Depois envia o treino desta semana e diz-me se já conseguiste falar com a associação. abraço
 
            Convêm referir que depois de alguns anos de paragem, o regresso deve fazer-se de forma muito cuidada, com um plano muito bem elaborado, mas suficientemente flexível. A motivação é alta e isso é muito importante, mas existem rotinas que se perderam, o que complica um pouco o processo. As rotinas de treino, coisas fáceis, como arrumar o equipamento, sair de casa ou do emprego e deslocar-se aos locais de treino, chegar, tomar contacto com o balneário, equipar, depois o treino propriamente dito, o contacto com outros atletas do grupo ou de grupos diferentes, etc, etc… Essas adquirem-se relativamente rápido, se forem as que estávamos habituados a realizar. Quando mudamos de casa, de emprego, ou de cidade, aí as coisas podem ficar um pouco mais difíceis na fase inicial – que exige grande motivação e empenho para seguirmos com aquilo que pretendemos seguir, apesar das dificuldades que se nos deparam, quando comparávamos com os “mimos” que tínhamos anteriormente.  
            As outras rotinas a que me refiro, são aquelas que nós não vemos exteriormente, e que dizem respeito às adaptações que o nosso organismo realiza aos estímulos que lhe submetemos. Depois de uma paragem prolongada, existem muitas capacidades que os atletas possuíam que agora se encontram num nível mais baixo, por essa razão o plano deve ser suficientemente flexível, dado que as respostas do organismo não são as mesmas que conhecíamos antes quando o atleta tinha uma rotina de treinos com anos sucessivos e sem interrupção (apenas 3 a 4 semanas de férias activas).
            Pelas razões que descrevi nos parágrafos anteriores, o mail do NM não me surpreende. Aquilo que para ele anteriormente era um treino extremamente fácil, quase um aquecimento, agora dá naquilo que puderam ler…, muitas dores no corpo. Contudo, felizmente que o nosso organismo tem grande capacidade de adaptação, e a seu tempo e com a minha ajuda espero que o NM em breve volte a realizar o seu trabalho habitual e a sua rotina de treinos sem problemas para poder voltar ao que gosta – a pista, as competições, o grupo de amigos atletas de clube e de outros clubes, as viagens às provas, os rivais, a emoção das marcas e do resultado, dos saltos nulos e dos válidos, enfim…, vivendo.   
Parece-me que para este atleta e amigo, isto é como um “regresso a casa”, o voltar àquilo que gosta. De uma ou outra maneira, todos procuramos o nosso regresso a casa, especialmente quando nos afastamos de certas actividades, de certas pessoas ou de certas coisas de que realmente gostamos ou amamos. Continuo à espera de mais regressos, serão todos bem-vindos para
Saltar com alma,
Correr com alma,
Amar com alma e,
Viver com alma.
 
P.S. – eu não sou engenheiro mas alguns atletas arranjaram-me este nome artístico (e há outros, perguntem-lhes, eheh) 
publicado por ppmiguel às 00:37
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

Escolhas difíceis

 

Terminei ontem de ler o livro a Roda da Vida de Elisabeth Kubler-Ross. Já aqui tinha comentado sobre o mesmo. Apesar de achar muito interessante, existiu uma parte do livro que não gostei particularmente e me surpreendeu, mas registei e estou a tentar ter um espírito aberto para compreender.
A história no global é fascinante e retirei um excerto da parte final do livro que me parece fantástica. A autora sugere que, “… conheçam o vosso próprio eu e encarem a vida como um desafio em que as escolhas mais difíceis são as melhores, aquelas que ecoarão justiça e fornecerão a força e a intuição d´Ele, o Mais Alto dos Altos. A maior dádiva que Deus nos concedeu foi o livre-arbítrio. Não há acidentes. Todas as coisas na vida acontecem devido a uma razão positiva. Se se protegessem as montanhas das tempestades, nunca veríamos a beleza das suas cicatrizes”.
Há mais, mas para isso terão mesmo que ler o livro. Por isso desejo a todos,
Boas leituras,
Melhores escolhas, e

Corram com alma. 

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publicado por ppmiguel às 11:23
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