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Sábado, 22 de Novembro de 2008

A excelência aqui tão perto

 

Numa das minhas várias e recentes pesquisas bibliográficas acerca do tema da excelência desportiva (sport expertise), dei por mim a consultar um interessante livro de um psicólogo espanhol, Joaquim Dosil.
O livro contém entre outros, uma parte bastante prática e específica acerca do treino psicológico em atletismo. Apresenta as habituais variáveis psicológicas que devemos ter em consideração tais como a motivação, o controlo do stress competitivo ao longo da época, a auto-confiança, o nível óptimo de activação para a competição (válido em qualquer actividade da nossa vida – demasiada activação leva-nos ao descontrolo e activação insuficiente deixa-nos demasiado passivos limitando o nosso desempenho), a atenção e concentração, e ainda a coesão de grupo. Apresenta algumas sugestões de acompanhamento do treino mental como complemento ao treino físico e técnico.
Lamentavelmente, não raras vezes a preparação psicológica que deveria ser vista como mais um factor de treino que permite a melhoria e aperfeiçoamento do resultado desportivo, é vista como um aspecto em que apenas devem tomar parte os atletas que têm problemas.
Um assunto que me chamou a atenção foi a forma prática em que o autor se refere à preparação psicológica para a competição. Fala das viagens para as competições e dos pensamentos que se apoderam dos atletas, nomeadamente, a viagem para o estádio, a entrada, os momentos antes do aquecimento, os comentários de outros atletas, a multidão, o barulho, os tiros de partida de outras corridas. “É incrível quando se chega perto do estádio e o pulso aumenta, as mãos começam a suar, ou existe um ligeiro aperto no estômago e entretanto pensas…, logo, logo chega a tua vez”. Mesmo quando se chega ao local de prova e as perguntas habituais, “estás em forma”, “tens treinado bem”. Depois o contacto com alguns rivais e os habituais comentários acerca de treinos. Alguns falam de como têm treinado e o que têm feito e essa informação de bons treinos de uns pode ser vista como ameaça para outros ao ponto de os colocar inseguros. 
O autor também aborda aquilo que chama de aquecimento psicológico ou a combinação entre o aquecimento físico prévio à competição e a preparação mental durante essa fase, por forma a que o atleta possa em competição ir “para além dos limites”, ou superar-se que será esse o objectivo da competição. Antes desta fase, o plano que o autor apresenta como forma de preparar a competição é bastante semelhante ao que habitualmente se define como estratégia de abordagem da competição (definição de objectivos, estudo de adversários, estudo da corrida ou do traçado, etc…). Nesta sequência apresenta então a estratégia psicológica onde aspectos como a auto-análise, relaxação, visualização, controlo da mente para cumprir determinado ritmo de corrida, palavras-chave de incentivo e de controlo dos pensamentos negativos e de dúvida passando-os a reflexões positivas e ainda, a divisão da prova em secções estabelecendo objectivos para cada uma delas.
Dei por mim a pensar numa conversa recente que tive com um amigo meu e ex-atleta, acerca da forma como ele se preparava para as competições. O aquecimento dele era sempre mais longo que os restantes colegas de treino. Dizia-me “eu precisava de mais tempo para aquecer e para me concentrar e visualizar toda a minha prova. A forma como tinha que correr, se este adversário fizer isto faço isto, se fizer aquilo faço aquilo, como me colocava, qual a melhor altura para passar um atleta ou reagir a determinada situação”. No momento dessa conversa eu pensei para comigo “epá, este gajo faz a visualização mental e preparação estratégica da sua prova, mas ninguém lhe ensinou”. Apesar de conversar com o treinador sobre a abordagem da prova, há data (inicio da década de 80) os conhecimentos de psicologia desportiva eram certamente bastante menos difundidos e não obstante isso este meu amigo punha em prática e conciliava uma preparação mental com a preparação física e técnica por forma a potenciar ao máximo o seu rendimento.
Com os meus 9 ou 10 anos, cheguei a ver algumas das corridas deste atleta que considerava e considero como uma referência. Hoje, passadas mais de duas décadas e com o percurso atlético e profissional que entretanto tenho percorrido, cada vez mais verifico que era realmente um atleta de excelência. A sua corrida continuou fora da pista e como me tem dito várias vezes, “tudo o que eu aprendi no atletismo e nas corridas, transporto para a minha vida e para a minha actividade profissional – já passei por maus momentos, mas com empenho, motivação, garra, vontade de fazer sempre melhor e de me superar, aprender… No fundo com muita força de vontade, e só assim chegas ao topo, ou ao nível que defines que queres para ti. Claro que é um empresário de sucesso. Continua a ser referencia para vários atletas desta cidade, e um incentivo para alguns quando passa na nossa pista, até porque ainda ninguém bateu a sua marca pessoal de 1.50,62 aos 800m em 1984. Oxalá possa dizer-lhe em breve que alguém bateu a sua marca e que,              
Corra com alma,
Viva com alma,
Ame com alma.
publicado por ppmiguel às 16:14
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Jack Caldwell em Portugal

 

O mestre espiritual Jack Caldwell estará em Portugal durante o mês de Novembro, durante o qual orientará um conjunto de encontros, aulas de meditação e workshops. 
Tive a oportunidade de conhecer Jack por acaso quando me encontrava de férias este Verão na quinta da calma no Algarve. Participei em duas das suas sessões de meditação e yoga do amor interno e devo referir que nessas sessões deu para sentir uma energia bastante forte e diferente, diria mesmo fora do comum. Nas referidas sessões verifiquei que houve quem sentisse algo ainda mais forte, pelo menos aparentemente e também vi gente a quem aquilo não tocou a mínima.
Para aqueles que se interessam em aprofundar a sua espiritualidade e participar nos encontros com este professor espiritual ele estará no Algarve, este fim de semana, no Porto na semana seguinte e em Lisboa (Loures) nos dias 26 a 30. Para informações sobre os eventos devem contactar Jorge Costa e Annie Olbrechts ( amordivino.we@gmail.com tel. 962 157 477 / 627).
Boas sessões
publicado por ppmiguel às 00:12
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Corredores, quem somos nós...

 

Dizia-me ontem, no final de uma corrida de estrada, um companheiro de prova, “Epá tenho que ter mais cuidado com a alimentação. Se eu não gostasse tanto de doces e não abusasse…, eu como muitos doces!,… talvez tivesse menos uns 2 ou 3 quilitos e conseguia andar mais nas provas”. Eu respondi, “pois eu também gosto muito de doces e acho que se fizesse o mesmo também renderia mais, mas também temos que ver que andamos nisto pelo gozo que nos dá, e certamente que será melhor fazer mais 20 ou 30” numa prova de 7km, ou 1minuto numa de 10 e não seguir um regime tão duro, podendo comer o que nos apetece”. Acrescento agora que à parte estes pequenos excessos de quando em vez (sim, eu sei que sou muito guloso), claro que para qualquer pessoa uma alimentação equilibrada é recomendável, pelo que para corredores competitivos também o será.
A propósito de rendimento em competição, vejamos quem são os corredores competitivos e os outros. Embora não haja uniformidade na subdivisão que é feita nas poucas publicações que abordam o tema, de momento arrisco a seguinte sistematização a partir das marcas efectuadas numa prova de 10kms, geralmente as mais concorridas:
  • Elite Mundial – Menos de 27min30”;
  • Internacionais – Atletas com menos de 29mins.;
  • Top Nacional – Atletas federados com marcas até 31mins.;
  • Corredor popular de Nível 1 – Atletas federados ou não federados com marcas entre 32 e 35mins;
  • Corredor popular de Nível médio – Atletas federados ou não federados com marcas entre 35 e 40mins (de momento é o nível que me encontro, mas não perco a esperança de passar para o nível acima);
  • Fun Runner – corredor que participa em provas mas geralmente sem grandes intuitos competitivos e não federado, com marcas entre 40 e 45mins;
  • Fitness Runner – corredor que raramente participa em competições mas corre com regularidade 2 a 3x/semana, com marcas acima dos 45mins.  
Quanto às senhoras deve acrescentar-se 3 a 5mins nos primeiros grupos e 6 a 8 mins para os restantes grupos.
            Apesar de grupos de performance diferente, num estudo com cerca de 500 corredores, mais de 90%, referiu que se sente mais feliz, relaxado e equilibrado após uma hora de corrida de intensidade baixa ou média. Referiram os autores desse estudo que os cerca de 10% que não referiram aqueles efeitos são os “over ambitious group”, ou seja, aqueles atletas que podem fazer parte de qualquer dos níveis que sistematizámos acima, mas que estabelecem para si objectivos não realistas e que por tal facto acabam por nunca os conseguir e não retirar os efeitos positivos da actividade.
            Nesse mesmo estudo, um dos participantes sumariou o efeito de relaxação nas seguintes palavras, “Even if I am very stressed, after one hour of gentle running in the forest, I am relaxed, peaceful and no longer take out my bad moods on my children or my wife”. Depois destas palavras e apesar do meu relógio marcar horas mais recomendáveis para estar a dormir do que a escrever este post, limito-me a dizer que aguardo ansiosamente pela minha próxima sessão de corrida na mata, qual sensação de liberdade em contacto com a natureza. E continuarei,
-         A Correr com alma,
-         Amar com alma,
-         Viver com alma.
      
 
 
publicado por ppmiguel às 02:44
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