Blog dedicado ao mundo da corrida e do desenvolvimento pessoal

.favorito

. Estás Motivado?

. A Roda da excelência

. Psicologia das lesões, ou...

. Corredores, quem somos nó...

. Correr, para quê?

. Projecto Espaço Jovem - C...

. O Furacão da Estrada – hi...

. A viagem

. O “baldas” mais aplicado ...

. A excelência aqui tão per...

.arquivos

. Novembro 2016

. Janeiro 2016

. Maio 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Setembro 2014

. Maio 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Agosto 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

.Visitantes

.Entrevista CorreComAlma RCSantarém

.Berlin 2009

.You Ready?

.Carlos Lopes - voltaremos a ter outro?

.Why I Run

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Psicologia das lesões, ou a escolha de cada um...

 

Olá amigos,
Como sabem desde o início de Novembro que tenho sido acompanhado por uma arreliadora lesão que é a praga que qualquer corredor não deseja. Não obstante, como sugere o senhor Noakes, as lesões não são uma obra de Deus, são sim fruto de um conjunto de opções nossas que levam a esse mesmo desfecho. Se consultarmos qualquer manual de medicina desportiva, vêm lá referidos detalhadamente quais os aspectos que predispõem a que essas situações ocorram.
Ora, todos sabemos que, “quem anda à chuva molha-se” e portanto quando o nosso objectivo passa pela melhoria da performance, as cargas de treino são exigentes (pois só submetendo o organismo a essa exigência conseguimos as adaptações necessárias para respostas mais eficazes), e portanto os riscos são maiores. Tal como quem anda à chuva pode utilizar um grande chapéu ou agasalho adequado, mas a possibilidade de se molhar existe, também nós podemos realizar um trabalho adequado de prevenção de lesões diminuindo os riscos do seu aparecimento, mas sem conseguir imunidade total.
Neste meu caso, eu tenho a perfeita noção de quais os motivos que levaram a que a lesão surgisse, simplesmente não quis prestar atenção aos primeiros sinais que me indicaram que algo não ia bem, e porquê, porque tal como o meu amigo baldas quis um pouco mais, realizando nas últimas semanas de Outubro uma quilometragem bastante elevada para o meu habitual. Tal como na minha anterior lesão no inicio de 2005 também tive a noção de qual o problema e esse erro eu não mais cometi, mas agora cometi outro.
De todo o modo, parece-me que os nossos erros e as coisas que nos correm menos bem têm sempre aspectos muito positivos que podemos aproveitar se soubermos aprender a lição. Arrependimentos, não, mas escolhas diferentes, sim, ou se quiserem, as mesmas escolhas em momentos mais adequados, dado que me parece que muitas vezes a fronteira entre um momento criativo e a depressão pode ser uma linha muito ténue, e também a escolha do treino adequado para o máximo rendimento e o aparecimento de uma lesão o pode ser.      
Para qualquer corredor, estes são sempre momentos de alguma ansiedade e tensão, pois para além do desconforto físico ou problema de saúde, está impedido de realizar uma tarefa de que tanto gosta. Esta lesão para mim como treinador também é importante nesse aspecto, no sentido de ter uma maior compreensão pelo que os atletas que acompanho, sentem, quando estão lesionados. De facto, parece-me que tão importante como a recuperação física, será a preparação mental para lidar com a situação. E os treinadores e as pessoas que acompanham os atletas mais de perto devem ter uma sensibilidade especial para lidar com o fenómeno. Estou perfeitamente à vontade para referir este aspecto porque nem sempre tive essa atitude quando algum atleta que acompanhava se lesionava – devo dizer que várias vezes fiquei furioso com este tipo de situação, o que diga-se de passagem, em nada ajuda à recuperação do atleta. Mesmo tentando controlar essa fúria, sempre há algum stress que se transmite ao atleta, quando o que ele precisa é precisamente o contrário. 
Presentemente, um dos atletas que treino, também tem tido alguns problemas físicos com uma lesão muscular, e devo dizer que me tenho empenhado para conseguir manter a moral desse atleta em alta, pois acredito que isso será um aspecto fundamental para uma recuperação mais rápida e eficaz. Não obstante os aspectos clínicos muitas vezes deixarem muito a desejar, chorar sobre o assunto, parece-me, não nos leva a lado nenhum e portanto creio que devemos trabalhar com o que temos, controlar o que podemos controlar e tentar realizar o que depende de nós (atletas e treinadores) da melhor forma possível.
Eu como treinador, questiono-me permanentemente se o treino que escolho para os atletas, eu incluído (com quem cometo os maiores disparates), é o mais adequado para que possam conseguir tudo o que desejam conseguir em termos atléticos. Do mesmo modo, me parece que qualquer atleta se deve questionar se faz as escolhas adequadas que dependem de si para ser melhor atleta, especialmente no que respeita aquilo que chamamos o treino invisível, i.e., alimentação e repouso adequados. Nesse questionamento, parece-me que deve estar incluído, se aquilo que fazemos é verdadeiramente o que gostamos. Se os treinadores, gostam de treinar e se os atletas ou os corredores gostam de correr, pois devem perceber que as lesões são as pedras ou os buracos no caminho e os nossos caminhos não são nas corridas, nem em qualquer outra actividade, livres dessas referidas dificuldades. Quanto mais fácil aceitarmos que elas existem e estão em qualquer campo da nossa vida, maior será a nossa capacidade de lidarmos com elas e de as superarmos, podendo assim aproveitar verdadeiramente o que passa ao lado da nossa estrada.
E por agora fico-me por aqui que já estou apto para ir correr que é o que vou fazer entretanto. Ah, mas confesso até já me estava a habituar e a gostar de conviver com a sensação que fui tendo nas últimas semanas antes de cada treino – era sempre uma emoção…, “será que hoje vai doer, ou não? Vai doer o joelho, ou a perna? Mais acima, mais abaixo, mais à esquerda, mais à direita?”… enfim, cada dia uma coisa e no dia seguinte nova emoção, eheh!!
Sigo,
Correndo com alma,
Amando com alma,
Vivendo com alma.
publicado por ppmiguel às 18:39
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
| | partilhar
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Prémio Blog de Ouro

 

 
Ora, deve ser por causa do Natal e este blog recebeu mais um prémio. Desta vez é o Prémio Blog de Ouro que me foi entregue pela minha amiga aminhadortemoteunome do blog,
http://justmoments.blogs.sapo.pt/
a quem eu agradeço o reconhecimento pelo facto deste blog a inspirar – facto aliás, que é recíproco como podem ver adiante pela escolha.
Tal como referi aquando do início deste blog, as palavras que escrevo são fundamentalmente dirigidas a mim mesmo, e é para mim que devem fazer sentido, tipo filme – uma parte do “eu”, a falar com outra parte do “eu”. Não obstante, se estas pequenas reflexões derem algum contributo a outros que permita a sua valorização e aprendizagem, tal como eu gosto de aprender ao ler outros blogs, pois tanto melhor. Sobre o reconhecimento e os prémios, creio que todos nós em maior ou menor medida gostamos de ser reconhecidos.
 
Sigam por favor as regras deste prémio:

- copiar o prémio e colocar no seu blog;
- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog;
- presentear 6 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração para si;
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam um prémio.
 
Neste sentido, eu entrego o Prémio aos mesmos blogs que referi no Prémio dardos e são eles:
Procuro-me
Just Moments 
Um mundo de sonhos onde sonhar acordado é permitido
C(s)emsorrisos
Entroncamento Runners
Corre comigo
Quero deixar todos tranquilos que eu desta vez não tenho nada no fogão, pelo que não aconteceu nenhum acidente doméstico, agora tenho que dizer que a casa ainda cheira a ovo queimado, aí isso cheira!! Ele é incenso (que eu não gostava desse cheiro, mas sempre é preferível), ele é Brise, portas e janelas abertas…, enfim e nada – tenho mesmo que me contentar com aquele cheiro por mais um tempinho, lol.
Por agora é tudo e entretanto vou avisar esta rapaziada mais uma vez, e claro, espero que continuem a,
Escrever com alma, e já agora que
Corram com alma,
Vivam com alma,
Amem com alma.
 
tags:
publicado por ppmiguel às 18:30
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
| | partilhar
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Prémio Dardos, com entusiasmo explosivo!!

 

Olá amigos,
Anda por aí uma rapaziada muito simpática a distribuir uns prémios por blogs que consta do seguinte:
O significado do prémio:
"Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada bloguer emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloguers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

As regras para receber o prémio:
1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3) Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos;
4) E avisar a todos, claro!
 
O meu amigo José Brito do blog Entroncamento Runners concedeu-me o prémio e confesso que ao recebe-lo tive uma estranha sensação, tipo miúdo que participa numa corrida e ganha pela primeira vez uma medalha. O entusiasmo foi tal que, enquanto estava a escrever este texto me esqueci que tinha 2 ovos a cozer no fogão para a salada do jantar e…, PUMMM, oiço um estrondo, adivinhem? Isso mesmo, a água evaporou e os ovos rebentaram. É a minha segunda experiência explosiva na cozinha, mas desta vez apenas o tacho ficou preto, pelo que não vou ter de limpar paredes, eheh!
Mas adiante que este post não é para referir as minhas distracções na cozinha. Os blogs a quem eu atribuo o prémio são os seguintes:
Procuro-me
aminhadortemoteunome – blog  Just Moments 
Um mundo de sonhos onde sonhar acordado é permitido
Sorriso – blog C(s)emsorrisos
Entroncamento Runners
Corre comigo
  
Espero que não se zanguem comigo, mas eu por agora apenas vou indicar 6 blogs – eu sei, eu sei, isso é ser muito selectivo, mas por agora estes são os meus eleitos e para justificar a minha escolha apresento as razões que me levaram a tal:
  • Procuro-me, porque acho que foi por isso que me inicie nesta coisa de blogs, também devia andar a minha procura e portanto muito do que a Júlia escreve tem para mim um toque especial;
  • A minha dor tem o teu nome, porque…, hummm, bem acho que me escuso a comentar esta parte, mas eu percebo muito bem este Just Moments. Contudo, tranquilizem-se os meus amigos que eu fiz o meu TPC e agora a coisa já lá vai, até porque recebi a ajuda de alguns amigos e de uma amiga em particular que deu a melhor ajuda sem saber…
  • Um mundo de sonhos onde sonhar acordado é permitido, porque sonhos…, quem não os tem? E depois esta amiga tem uns sonhos e umas histórias lindas. Além do mais, como diz a Jéssica Augusto, “se sonhas podes consegui-lo”;
  • Sorriso e o blog C(s)em sorrisos porque acho que me poderia apaixonar por um sorriso, e há por aí alguns lindos, tal como alguns dos textos neste blog;
  • Entroncamento Runners, porque este amigo (de todos o único que conheço pessoalmente) meu aluno, rival e companheiro de corridas é para mim e para muitos um exemplo de coragem e determinação – depois da partida que a vida lhe pregou com uma doença bastante grave e em que alguns médicos lhe queriam tirar a ilusão de voltar a correr, ele aí está a contar as suas histórias de aventuras de corridas. Ah, e sem esquecer que apesar desse contratempo conseguiu terminar um curso superior com muito boa classificação chegando inclusive a receber prémio de mérito académico.
  • Corre comigo, porque quem diz que fica muito mais gira depois de correr já tem o meu voto, e pelo título de blogue que é o convite que também faço a muita gente, sem esquecer algumas histórias interessantes que por ali estão.
 
Bem, agora falta avisar esta malta toda e espero que continuem a,
Escrever com alma, e já agora que
Corram com alma,
Vivam com alma,
Amem com alma.
tags:
publicado por ppmiguel às 23:50
link do post | comentar | ver comentários (15) | favorito
| | partilhar
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

15 minutos de raiva!!

 

Olá amigos,
Sabem aquelas alturas em que tentamos fazer tudo bem feito, analisar o processo para tentar perceber porque alguma coisa não vai bem, corrigir e esperar, e esperar e esperar… E nada, não há meio disto ir ao sítio.
Pois bem, tenho andado com um problema num joelho que me tem impedido de correr (ou melhor de correr normalmente, porque eu correr, corro à mesma mas com limitação e muito devagar como é obvio).
Bem a coisa começou com uma ligeira dor na perna esquerda, uma ligeira inflamação no tibial anterior, as tão conhecidas “canelites”. Como isto não é novidade aqui para o jovem, o que é que eu fiz, fiz o habitual abrandamento dos treinos. Entretanto vem uma competição e lá vai ele todo contente. Começo o aquecimento e parece que me dói qualquer coisa, logo penso, “com um bom aquecimento isto vai ao sítio”. Engano meu! Vem então aquele momento magnífico da dúvida existencial, eu comigo mesmo – “vou, não vou, vou não vou, isto dói-me, não dói assim tanto, não sejas maricas…, baaaaahhhh, e agora o que é que eu faço? O que é que realmente me apetece fazer? Correr, eu vim aqui foi para isso”. E lá fui eu, 7kms, primeira metade todo encolhido e a correr de forma incorrecta mas com o esforço, a partir de metade, as dores decorrentes da fadiga já são em todo lado e portanto onde doía (na perna) parece que deixou de doer.
Terminada a prova, com uma prestação bastante interessante para o momento da época, aparentemente estava tudo normal. No dia seguinte, ligeira corrida na relva e parece que não é nada de grave, apenas as dores habituais a seguir a um esforço aeróbio intenso. Dois dias depois, saio com a malta para uma corrida na mata. Fase inicial e parece que o problema é grave, como o jovem não é nada persistente a fugir para o teimoso, segui e claro…, após 7 ou 8 minutos não dava mesmo para continuar e regressei quase a andar. Repouso, gelo, duas ou três sessões de electroterapia e parece que a coisa estava a ir ao sítio.
Na semana seguinte nova corrida e depois da avaliação de véspera, novas dúvidas existenciais, “vou não vou, isto já está bom ou não?”. Lá fui, qual teimoso que ele é…., irra que dessa vez já foi a fugir para a burrisse, pois até durante a noite não passei muito bem, com espirros e algumas dores no corpo. Depois dessa, paragem total no que toca a corridas. Entretanto reinicio de corrida e parece que a dor passou para o joelho. Foram-me então recomendados alguns exercícios pelos fisioterapeutas – bicicleta, piscina, trabalho proprioceptivo, reforço do joelho com exercícios monoarticulares, enfim… Sigo à risca, e chega a altura de reinício da corrida novamente. Primeiro dia impecável até aos 25 minutos. Dias seguintes…, para esquecer!! Ora dói na parte lateral esquerda da tíbia, ora na direita, ora ao centro, ora mais abaixo, ora mais acima, enfim… Mas a dor é sempre ligeira, às vezes tão ligeira que parece que não dói nada, mas o sistema proprioceptivo insiste em dar informação que qualquer coisa não está bem – corro com medo, não quero mas faço-o inconscientemente.
A fisioterapeuta sugeriu então que consultasse o médico e avaliação mais rigorosa através de ressonância magnética a fim de comprovar a sua desconfiança de problema na cápsula articular, o que torna o joelho instável. Ora, como eu sou apologista da teoria de um famoso cirurgião americano – que defende que os seus doentes corredores só o devem consultar depois de tentarem todas as medidas que acham que auxiliam a sua recuperação, pois melhor do que ninguém, o próprio é que sabe o que sente.
Assim, tenho andado a tentar realizar essa mesma recuperação, os exercícios referidos e as corridas suaves na relva. Ora como o tempo vai passando e os cuidados já me parecem ser mais que muitos, ontem durante a corrida decidi experimentar algo novo – o que teoricamente não deveria fazer. Começo a corrida lenta e parece que não dói nada, mas que existe limitação, existe – tento correr normalmente, sem coxear, mas… Questiono-me então novamente como já o tinha feito, se o problema será mental e psicológico (consciente ou inconsciente). Continuo e parece que começa a doer e vou mesmo a coxear. Decido então começar a correr de maneira diferente, um pouco mais rápido para quebrar a monotonia daquele ritmo lento, e claro que o objectivo era correr de forma natural. Cada vez mais rápido, parece que está lá qualquer coisa que me obriga a coxear, começo a irritar-me à séria, aumento ainda mais o ritmo. Entretanto chega o funcionário do estádio que me diz que não posso correr naquela relva – a raiva aumenta, apeteceu-me responder-lhe mal, mas como ele não tem a culpa da minha limitação e da minha lesão, não digo nada e decido correr ainda mais rápido, de raiva. Tinha uns 10 ou 11 minutos e segui até aos 25 com os últimos 5 mesmo muito rápidos como se de uma prova se tratasse, eventualmente mais rápido tal era a raiva.
No final, não sabia o que ia acontecer, o joelho aparentemente não doía mais nem menos. Não sabia se no dia seguinte iria sequer levantar-me, simplesmente não sabia, aqueles 15minutos pareceram de louco e insensatos, mas que me deram puro gozo, ai isso deram.
Amanhã vou consultar o médico e sigo,
Vivendo com alma,
Amando com alma,
Quanto a correr com alma estou confiante que será para breve.
                 
publicado por ppmiguel às 00:32
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
| | partilhar
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Respostas sem resposta

 

Andava eu aqui a arrumar umas pastas (no PC, entenda-se) e o que é que eu vejo – dois ficheiros perdidos que tinham cada um o seu comentário a uns blogs que visitei há uns meses. Ora, leio e fiquei surpreendido com a prosa – se fosse hoje certamente não escreveria daquela forma, mas continuo a identificar-me com aquelas palavras.
Creio que guardei os ficheiros por não os ter conseguido colocar (por serem de plataformas diferentes da do sapo) ou por não ter recebido resposta.
Qualquer dos comentários não têm que ver com a corrida, mas com a forma como vemos (eu e as pessoas que criaram os posts) a vida numa perspectiva mais filosófica, ou de opinião sobre determinado assunto. Um era sobre o Respeito entre pessoas (autora – I. Guerreiro - http://isabel-opinies.blogspot.com/) e o outro tinha por título Mentalidades, mas referia-se especialmente ás traições entre pessoas (autora - ??? ). Não fixei nem apontei o endereço e link deste último (se alguém descobrir envie-me por favor e passarei lá de novo).
Resposta 1 – Respeito
Olá,
Não sei bem porquê "caí" aqui no teu blog. Achei curioso este teu post sobre o respeito. Não poderia estar mais de acordo com tudo o que dizes sobre o assunto e até quando ao exemplo que referes. Contudo, já quanto ao que te referes sobre o defeito de fabrico do ser humano e o facto de não valorizarmos as coisas que a vida nos dá, não estou de acordo. Acredito que muitas pessoas pensem assim, mas também acredito que muitas outras saibam reconhecer o que têm. Parece-me que as primeiras são geralmente as que dão realmente valor ao que têm, quando o perdem. Lamento que seja assim, o que para mim demonstra uma certa falta de respeito pelas bênçãos que a natureza nos proporciona. Acredito que devemos ser gratos pelo que temos e quanto ao que não temos, se quisermos muito, se acreditarmos (se tivermos fé), se nos empenharmos, a seu tempo o conseguiremos.
Beijinho e continua a escrever eu passarei para comentar e convido-te também para visitares o meu blog http://correcomalma.blogs.sapo.pt/ e deixares o teu comentário.
Paulo
 
Resposta 2 – Mentalidades (ou as traições entre pessoas, digo eu)
Olá,
Bem, ando há algum tempo para vir ao teu blog deixar um comentário, mas o tempo tem sido apertado, tanto que tenho um ou dois posts para deixar no meu vai para uma semana e ainda estão a meio. Adiante, (e sem desculpas de tempo) hoje entrei aqui porque o post Mentalidades me chamou a atenção. Entretanto vou vendo os seguintes e todos me chamam a atenção – a seu tempo comentarei…
Vá-se lá perceber porquê (…), acho que devo começar por este.
Vamos por partes, começamos pelas causas ou pelo efeito. Geralmente nós vemos o efeito – quem é traído, já sabemos que aquilo dói e cada um sente à sua maneira. Uns perdoam e voltam a levar com o mesmo, outros não perdoam e voltam novamente a levar com o mesmo, mas com outra pessoa, e outros tentam perceber as causas.
Creio que depois de percebermos as causas temos novamente as mesmas duas opções, perdoar ou não perdoar, mas pelo menos estamos mais habilitados a lidar com a situação.
Parece-me que, quer quem trai, quer quem é traído tem um problema. Contudo, eu acredito que aquele que trai tem um problema maior. Se amas verdadeiramente alguém, não vais trair essa pessoa. Se tens interesse ou desejo por outra pessoa, das duas uma: Ou já não amas quem amavas, logo passaste a interessar-te por outra pessoa ou por outras coisas que te levam a trair a confiança; Ou então não tens amor-próprio suficiente e não te respeitas, necessitando de outras coisas, ou de novidades, ou de aventuras, ou o que tu queiras, para tapar o buraco ou vazio que ninguém vai tapar. Quem trai, não está bem e enquanto não estiver bem consigo mesmo, a seguir trairá novamente, e novamente até perceber que a resposta para o seu problema não vem de fora mas de dentro.
Parece-me que algumas pessoas não percebem isto e por isso passam a vida a trair (nunca conseguem suficiente satisfação) ou a ser traídas (acreditam que as coisas se resolvem sem ter que mudar nada). Por outro lado, os que não desculpam, estão a esquecer-se que eventualmente estarão a dar um grande passo para amanhã não serem desculpados. Desculpar não significa deixar tudo na mesma, pois isso é pedir mais do mesmo. Desculpar, para mim, é tentar perceber as falhas da outra pessoa e tentar ajudá-la a que não volte a cometer o mesmo erro. Porque eu embora não cometa esse erro, tenho falhas e limitações e cometo outros. Por isso, também espero que a outra pessoa me desculpe e ajude a melhorar.
Contudo, há que tentar perceber se não desculpamos porque temos medo que a outra pessoa nos faça novamente o mesmo e possamos vir novamente a sofrer com a situação (como disseste, a memória está lá). Creio que isso só se resolverá com muita confiança, em nós e no Amor que temos para dar e receber.
Há muito mais para dizer, mas por agora fico-me…
Beijinhos
 
Ainda volto antes do Natal, por agora sigo…
Vivendo com alma,
Amando com alma,
Correndo com alma.
 
publicado por ppmiguel às 17:01
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
| | partilhar
Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Viva la vida

 

Cada um de nós tem a sua história e não raras vezes achamos que a nossa história dava filme. Tantas coisas nos acontecem, especialmente quando achamos que queremos um caminho e o acaso ou situações mais improváveis nos levam para outro, ou outros. Por vezes, uma conversa, um encontro, uma viagem perdida, uma falta, enfim, uma pequena coincidência levam a que o rumo da nossa vida seja completamente diferente. Talvez por isso, quando passamos na encruzilhada e o caminho passa a ser outro, que muitas vezes não queremos mas nos leva a oportunidades que se soubermos agarrar poderão dar o tal filme a que nos referimos.
Creio que há coisas que nós podemos controlar, mas também acredito que imensas situações da nossa vida escapam ao nosso controlo. É ai que surgem as coincidências, ou os acasos. Há quem lhe chame sinais, há quem acredite e há quem não ligue nenhuma, mas uma coisa é certa, que há coisa da nossa vida que nós não controlamos, há. Como dizem os espanhóis, “las bujas, nadie se lo cree, pero que las hay, las hay”.    
            As oportunidades estão em toda a parte. Quanto ao destino do filme ou às suas características e contornos, de comédia, drama, aventura, com final feliz ou não etc…, bem, isso creio que já dependerá mais de nós. Muitas vezes achamos que o nosso guião é extremamente complicado e talvez por isso merecesse mesmo película de cinema. Contudo, de vez em quando cruzam-se connosco algumas pessoas que nos mostram histórias ainda mais fantásticas e ousadas.
        Este Verão quando estávamos na China, tivemos oportunidade de conhecer muitos portugueses. Ficamos a conhecer parte da história de um deles, por ali bem estabelecido profissionalmente. A sua aventura fascinante só ocorreu porque passou por um processo de divórcio complicado e vai daí, ousou fazer o caminho menos percorrido – lançou-se em terras do oriente e lançou-se num negócio que parece estar a correr bastante bem. Se deu para sentir nas suas palavras uma certa saudade, colmatada com várias viagens que fazia regularmente entre os 2 lados do mundo, também deu para sentir o gosto que tinha pelo que estava a viver em terras do Oriente.            
        Por esta e por todas as histórias ousadas, improváveis e que nos inspiram, acho que os Coldplay têm razão… Viva la vida – aproveitemo-la.,
Vivendo com alma,
Amando com alma,
Correndo com alma.
 
sinto-me:
publicado por ppmiguel às 01:17
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
| | partilhar
Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Bravos os que tentam

 

“But it’s not all about the medal. In fact, athletes who seem to have the most success think the least about the outcome. The focus is on the process and on being the best you can be on the day it matters most.”
Therese Brisson (Olympic champion)
 
Quando nos predispomos para realizar o que quer que seja, não raras vezes questionamos o que fazemos, especialmente se a coisa não corre bem. Parece-me que isso é válido para todos os aspectos da nossa vida, seja no campo profissional, ou escolar, seja numa qualquer prática desportiva ou num projecto pessoal de investimento, seja na área das relações humanas, especialmente quando falamos do par homem-mulher, namoro ou casamento. Quando a coisa corre bem e concretizamos o objectivo a que nos propusemos ou alcançamos a meta desejada, tudo o que são boas sensações vem ao nosso encontro – contentes, alegres, bem connosco próprios, enfim um nível de felicidade que todos gostam de sentir.
Não obstante o que refiro no parágrafo acima, estou plenamente de acordo com Therese Brisson quando diz que não é apenas a medalha, a meta, mas sim todo o processo. Na verdade, quando desejamos algo, se nos for oferecido, não damos o verdadeiro valor. Contudo, se for conquistado e se as dificuldades que passamos para lograr essa conquista forem superadas, aí sim apreciamos verdadeiramente. Talvez por essa razão, atletas que em jovens demonstraram imenso potencial conseguindo resultados brilhantes, não dão o devido valor ao processo, ao trabalho que é necessário para continuar a evoluir rumo à máxima excelência – desmotivam-se perdendo-se no caminho. Outros há, que muitas vezes parecem estar mais longe, mas com empenho, com preserverança, tentam, e tentam…, e tentam! São os bravos.
Parece-me que a felicidade não estará no topo da montanha, mas sim no caminho que se faz para lá chegar. Em cada etapa, cada passo, cada pequeno obstáculo superado degrau a degrau. Umas vezes mais rápido, outras mais lento, subindo um a um, subindo dois descendo um, enfim…, mas conscientes que como alguém disse, “o caminho faz-se caminhando”.  
A atleta acima referida, que fazia parte duma equipa que tinha sido campeã mundial e que obviamente tinham expectativa do título olímpico (não conseguido por terem perdido a final), referiu que apesar disso, de todo o esforço, de todas as dificuldades, de todas as horas e dias passados em treinos e estágios longe das suas famílias e, da desilusão, se soubesse à priori que isso aconteceria, submeterse-ia novamente a todos os treinos. Pois bem, foi isso que ela e a sua equipa fizeram por mais quatro anos, apesar de algumas já terem idade avançada e terem planeado terminar a carreira investiram mais esse tempo e dedicação, e adivinhem…, a história teve um final feliz, conseguiram-no na edição seguinte, o ouro olímpico.
Claro que nem sempre conseguimos o que definimos para nós, mas se tentarmos, podemos sempre dizer que tentamos. Por todas as razões e mais algumas, para mim, bravos são os que tentam, só esses chegam mais longe. Também por isso desde muito cedo a minha “favorite quote” é o slogan Nike modificado, “You can do it” ou “I can do it”, a que mais recentemente a Adidas juntou, “Impossible is nothing”. Não há muito tempo juntei-lhe outra, do Brian Weiss, “Só o amor é real”, porque só amando verdadeiramente o desafio, a causa, o emprego, a pessoa, ou o que quer que seja, nós nos esforçaremos para ir para além de nós próprios, ou para sermos muito bons no que estamos a fazer.
Por isso amigos, para os que me lêem e para mim, lembrem-se,
Tentem,
Sejam bravos e,
Corram com alma,
Vivam com alma,
Amem com alma.
publicado por ppmiguel às 00:35
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
| | partilhar

.CorreComAlma.com

Blog de apoio ao site www.correcomalma.com

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.fotos corrida

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds