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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

A viagem

 

Não raras vezes, talvez todos nós um pouco distraídos, achamos que os mais bem sucedidos na vida materialmente e socialmente são as pessoas mais felizes do mundo porque conseguem aquilo que outros milhões não conseguem. Refiro-me obviamente às estrelas do Desporto, da Arte, do Cinema, da Música ou a outros tantos endinheirados bem sucedidos profissionalmente.
Não creio que haja mal algum em ter dinheiro, ou em ter uma profissão ou actividade bem remunerada, antes pelo contrário. Contudo, quando vejo alguns jovens que se iniciam na prática desportiva, com potencial para chegarem a esse estatuto, tento sempre incentivar-lhes o gosto por essa mesma prática – o dinheiro e os prémios se vierem claro que são bem-vindos, mas sempre que tenham o papel secundário. Já aqui referi várias vezes que o gosto pela actividade que se desempenha é um aspecto fundamental para a construção da felicidade e auto-realização pessoais. Daqui devíamos depreender que atletas ou artistas bem sucedidos na sua actividade seriam certamente pessoas mais felizes, tal como cada um de nós.
Se a construção ou o processo de formação de um atleta ou de um profissional numa área determinada é uma viagem com várias etapas, a formação integra e pessoal também o será. Há uns tempos atrás uma atleta bem sucedida desportivamente e de referência para muitos jovens, questionava-se sobre a sua felicidade. Tive a ousadia de lhe enviar um pequeno texto colocando algumas questões e lançando um desafio para que reflectisse sobre o assunto. O título do texto era, “a viagem” e estava dividido em duas partes distintas. A segunda parte é de âmbito mais geral e não identifica a pessoa, pelo que decidi publicá-la aqui.
Então cá vai…
      
Tu questionas o ser humano e falas em recuperar a tua felicidade. Coloco a questão, tu sabes onde ela está?
 
Como também dizes, não sabes quem és e cada dia que passa vais descobrindo um pouco de ti. Suponho que estejas a referir-te ao teu caminho, enquanto pessoa na busca da felicidade que referes querer recuperar.
Se reparares com atenção, já fazes isso, mas o teu trabalho talvez esteja incompleto.
Pensa um pouco no que fazes no teu caminho desportivo como atleta.
Tens um sonho, defines o teu objectivo e empenhas-te e trabalhas todos os dias para o conseguir. Provavelmente deve haver algumas coisas pelo meio que deixas de fazer, mas é tudo uma questão de opção, de escolha, de modo de vida e de amor a essa actividade – a corrida. Os outros podem ajudar (treinador, pais, amigos, namorado, médicos, psicólogo, etc…) mas o trabalho principal é teu, o sonho é teu, a escolha é tua, a conquista é tua e a sensação de dever cumprido e de auto-realização também é tua (obviamente podendo ser partilhada com outros).
Agora pergunta a ti mesma, o que fazes no teu caminho pessoal, ou se quiseres na tua jornada espiritual. Defines os teus sonhos? Fazes as tuas escolhas? Fazes o teu trabalho de procura da felicidade? 
 
Se a vida é uma viagem, cheia de viagens, e se a formação de um atleta também o é – desde o momento em que se inicia no clube da terra e participa na sua primeira corrida até ao momento em que é…, campeão olímpico, ou bate um record mundial, passando por várias vilas e cidades (as etapas de melhor do país, internacional, finalista Olímpico, etc…), em qualquer das viagens muitas coisas vão acontecendo e seguramente que para além de querer chegar ao final da viagem, queremos desfrutar de cada momento.
Ao ler a tua frase, creio que ficamos com a sensação que estás numa fase complicada da viagem mais longa e mais exigente de todas – a viagem ao mundo interior. Parece-me também que é a mais interessante, especialmente depois de passadas as estradas que têm os buracos mais fundos, as subidas mais exigentes e eventualmente algumas tempestades pelo meio. Contudo, depois de passadas essas dificuldades, vais criar uma robustez tal, que passas a encarar as pequenas pedras no caminho com um sorriso nos lábios. Chegada essa fase, aí sim, vais poder apreciar verdadeiramente a tua jornada e a verdadeira viagem rumo à felicidade, dando valor a pequenas coisas que até então provavelmente não tinhas reparado que existiam, mas que estavam lá, simplesmente tu não as vias - estavas ocupada a desviar-te dos teus buracos.
Eu acredito nisto, espero que tu também, especialmente porque a viagem desportiva estás a faze-la muito bem, basta agora utilizar esse conhecimento e essa coragem na viagem espiritual e logo, logo, recuperas a tua felicidade, porque ela está em ti e não nos outros. Por essa razão ninguém ta tirou, tu é que não a consegues ver. E tal como no treino, o trabalho principal é teu, os outros apenas podem dar uma ajuda…
Beijinhos, bons treinos e bons sonhos…
publicado por ppmiguel às 00:55
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2 comentários:
De Just Moments a 18 de Janeiro de 2009 às 17:17
Olá..

Está< muito bem escrita..gostei bastante!
E acredita que o dinheiro não é tudo na vida!!

As melhores coisas da vida não tem preço felizmente!!
Mas o normal do ser humano é ter dias bons e outros menos bons, certo??

E cada um reage de maneira diferente perante a mesma situação..
eu sou do genéro que encho, encho, encho e até é dificil explodir..mas contra a injustiça..revoltarei-me sempre!!

E não foi nada material..só não gosto de ser usada!!

Beijinhos..e continua assim!!
De ppmiguel a 18 de Janeiro de 2009 às 19:14
Pois, percebo e estou certo que deves ter as tuas razões.
Há uns dias atrás li algo sobre as razões pelas quais às vezes nos temos que confrontar com algumas pessoas e o que temos para aprender sobre isso, foi em http://www.robinsharma.com/ e acho que tinha lá uns artigos free para consulta, ou foi no blog, não me recordo, mas se tiveres curiosa..., procura.
Beijinhos e obrigado pela visita e pelo coment

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