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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Regresso a Casa

 

Na semana passada recebi o mail que transcrevo abaixo, que achei super. Por um lado deu-me imensa vontade de rir tal é a prosa deste meu amigo e atleta, por outro, confesso alguma emoção pelo seu regresso aos treinos, depois de uma interrupção por condicionantes da vida e outras escolhas que às vezes se fazem.
 
Tudo bem engenheiro!! Por aqui, nunca pior, algumas dores no corpo , mas como diz a minha santa maezinha, "quem corre por gosto não cansa"!
Ontem fui treinar na praia com o Ferreira, foi duro, mas aguentei-me, ou somos homens ou somos ratos de sacristia!
Corri 20m na areia solta, porque areia dura é para meninos, custou mas aguentei-me, depois fiz 6x12s, era para fazer 6x15s mas estava com medo de não me aguentar. Correu tudo bem apesar das ultimas duas séries terem sido um verdadeiro terror, mas está cumprido.
Depois envia o treino desta semana e diz-me se já conseguiste falar com a associação. abraço
 
            Convêm referir que depois de alguns anos de paragem, o regresso deve fazer-se de forma muito cuidada, com um plano muito bem elaborado, mas suficientemente flexível. A motivação é alta e isso é muito importante, mas existem rotinas que se perderam, o que complica um pouco o processo. As rotinas de treino, coisas fáceis, como arrumar o equipamento, sair de casa ou do emprego e deslocar-se aos locais de treino, chegar, tomar contacto com o balneário, equipar, depois o treino propriamente dito, o contacto com outros atletas do grupo ou de grupos diferentes, etc, etc… Essas adquirem-se relativamente rápido, se forem as que estávamos habituados a realizar. Quando mudamos de casa, de emprego, ou de cidade, aí as coisas podem ficar um pouco mais difíceis na fase inicial – que exige grande motivação e empenho para seguirmos com aquilo que pretendemos seguir, apesar das dificuldades que se nos deparam, quando comparávamos com os “mimos” que tínhamos anteriormente.  
            As outras rotinas a que me refiro, são aquelas que nós não vemos exteriormente, e que dizem respeito às adaptações que o nosso organismo realiza aos estímulos que lhe submetemos. Depois de uma paragem prolongada, existem muitas capacidades que os atletas possuíam que agora se encontram num nível mais baixo, por essa razão o plano deve ser suficientemente flexível, dado que as respostas do organismo não são as mesmas que conhecíamos antes quando o atleta tinha uma rotina de treinos com anos sucessivos e sem interrupção (apenas 3 a 4 semanas de férias activas).
            Pelas razões que descrevi nos parágrafos anteriores, o mail do NM não me surpreende. Aquilo que para ele anteriormente era um treino extremamente fácil, quase um aquecimento, agora dá naquilo que puderam ler…, muitas dores no corpo. Contudo, felizmente que o nosso organismo tem grande capacidade de adaptação, e a seu tempo e com a minha ajuda espero que o NM em breve volte a realizar o seu trabalho habitual e a sua rotina de treinos sem problemas para poder voltar ao que gosta – a pista, as competições, o grupo de amigos atletas de clube e de outros clubes, as viagens às provas, os rivais, a emoção das marcas e do resultado, dos saltos nulos e dos válidos, enfim…, vivendo.   
Parece-me que para este atleta e amigo, isto é como um “regresso a casa”, o voltar àquilo que gosta. De uma ou outra maneira, todos procuramos o nosso regresso a casa, especialmente quando nos afastamos de certas actividades, de certas pessoas ou de certas coisas de que realmente gostamos ou amamos. Continuo à espera de mais regressos, serão todos bem-vindos para
Saltar com alma,
Correr com alma,
Amar com alma e,
Viver com alma.
 
P.S. – eu não sou engenheiro mas alguns atletas arranjaram-me este nome artístico (e há outros, perguntem-lhes, eheh) 
publicado por ppmiguel às 00:37
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