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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

CorreComAlma 2011, O caminho

Apresento-vos um vídeo que criámos para este inicio de ano de 2011.

Pretende ilustrar como uma subida à magnifica Serra dos Candeeiros pode ter muito a ver com o caminho da vida de cada um.

Espero que gostem e divulguem aos vossos amigos.

Abraços e bom caminho para 2011

publicado por ppmiguel às 02:52
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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Por onde corres, subindo a serra ou vivendo

 

Desafiando alegremente a inclinação da montanha vou passo a passo progredindo rumo ao lugar mais alto. Sigo o trilho…, por momentos paro…, olho para trás e observo a paisagem maravilhosa. A subida é dura mas encaro a dificuldade e exigências com um sorriso nos lábios. Respeito a adversidade do caminho, os trilhos são íngremes e instáveis. A natureza dotou-os de pedras soltas que alternam com terra firme. Depois de outras conquistas anteriores, sinto posso confiar plenamente nas minhas capacidades, na minha vontade, no meu desejo, no meu querer e na minha persistência para conquistar mais uma etapa.
Chego a meio e paro novamente, avalio-me, estou bem e logo olho para trás vislumbrando o imenso caminho que já percorri. A paisagem é maravilhosa, o ar é puro e confirmo que a escolha do caminho foi a correcta, sinto-me ainda melhor. Aqui estou óptimo, a minha alma agradece.
O trilho agora é mais fácil, aumento o ritmo e o meu corpo responde – a sensação é fantástica, parece que deslizo estrada fora. De súbito chego ao topo, e eis que aqui em cima a adversidade é outra, o vento é forte e sopra instável em direcção e intensidade. Mantenho-me no caminho a custo porque sou empurrado em várias direcções.
Entretanto inicio a descida e volto a observar a paisagem e os sítios por onde passei…, são magníficos! A estrada, a serra, as arvore e o horizonte ao longe. A descida é suave e mesmo com cansaço permite um bom ritmo.
Já perto da aldeia cruzo-me com um monumento religioso. Não sei o que simboliza nem quem pretende homenagear. Paro, reflicto um pouco e agradeço as múltiplas bênçãos.
Sigo a corrida encosta abaixo, avisto a minha casa e acelero.
Termino finalmente mais uma volta à serra.
Apreciei cada momento e agora ao escrever estas linhas tomo consciência do quanto esta volta que faço imensas vezes se relaciona com as voltas da vida…
Fantástico

 

publicado por ppmiguel às 01:02
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Psicologia das lesões, ou a escolha de cada um...

 

Olá amigos,
Como sabem desde o início de Novembro que tenho sido acompanhado por uma arreliadora lesão que é a praga que qualquer corredor não deseja. Não obstante, como sugere o senhor Noakes, as lesões não são uma obra de Deus, são sim fruto de um conjunto de opções nossas que levam a esse mesmo desfecho. Se consultarmos qualquer manual de medicina desportiva, vêm lá referidos detalhadamente quais os aspectos que predispõem a que essas situações ocorram.
Ora, todos sabemos que, “quem anda à chuva molha-se” e portanto quando o nosso objectivo passa pela melhoria da performance, as cargas de treino são exigentes (pois só submetendo o organismo a essa exigência conseguimos as adaptações necessárias para respostas mais eficazes), e portanto os riscos são maiores. Tal como quem anda à chuva pode utilizar um grande chapéu ou agasalho adequado, mas a possibilidade de se molhar existe, também nós podemos realizar um trabalho adequado de prevenção de lesões diminuindo os riscos do seu aparecimento, mas sem conseguir imunidade total.
Neste meu caso, eu tenho a perfeita noção de quais os motivos que levaram a que a lesão surgisse, simplesmente não quis prestar atenção aos primeiros sinais que me indicaram que algo não ia bem, e porquê, porque tal como o meu amigo baldas quis um pouco mais, realizando nas últimas semanas de Outubro uma quilometragem bastante elevada para o meu habitual. Tal como na minha anterior lesão no inicio de 2005 também tive a noção de qual o problema e esse erro eu não mais cometi, mas agora cometi outro.
De todo o modo, parece-me que os nossos erros e as coisas que nos correm menos bem têm sempre aspectos muito positivos que podemos aproveitar se soubermos aprender a lição. Arrependimentos, não, mas escolhas diferentes, sim, ou se quiserem, as mesmas escolhas em momentos mais adequados, dado que me parece que muitas vezes a fronteira entre um momento criativo e a depressão pode ser uma linha muito ténue, e também a escolha do treino adequado para o máximo rendimento e o aparecimento de uma lesão o pode ser.      
Para qualquer corredor, estes são sempre momentos de alguma ansiedade e tensão, pois para além do desconforto físico ou problema de saúde, está impedido de realizar uma tarefa de que tanto gosta. Esta lesão para mim como treinador também é importante nesse aspecto, no sentido de ter uma maior compreensão pelo que os atletas que acompanho, sentem, quando estão lesionados. De facto, parece-me que tão importante como a recuperação física, será a preparação mental para lidar com a situação. E os treinadores e as pessoas que acompanham os atletas mais de perto devem ter uma sensibilidade especial para lidar com o fenómeno. Estou perfeitamente à vontade para referir este aspecto porque nem sempre tive essa atitude quando algum atleta que acompanhava se lesionava – devo dizer que várias vezes fiquei furioso com este tipo de situação, o que diga-se de passagem, em nada ajuda à recuperação do atleta. Mesmo tentando controlar essa fúria, sempre há algum stress que se transmite ao atleta, quando o que ele precisa é precisamente o contrário. 
Presentemente, um dos atletas que treino, também tem tido alguns problemas físicos com uma lesão muscular, e devo dizer que me tenho empenhado para conseguir manter a moral desse atleta em alta, pois acredito que isso será um aspecto fundamental para uma recuperação mais rápida e eficaz. Não obstante os aspectos clínicos muitas vezes deixarem muito a desejar, chorar sobre o assunto, parece-me, não nos leva a lado nenhum e portanto creio que devemos trabalhar com o que temos, controlar o que podemos controlar e tentar realizar o que depende de nós (atletas e treinadores) da melhor forma possível.
Eu como treinador, questiono-me permanentemente se o treino que escolho para os atletas, eu incluído (com quem cometo os maiores disparates), é o mais adequado para que possam conseguir tudo o que desejam conseguir em termos atléticos. Do mesmo modo, me parece que qualquer atleta se deve questionar se faz as escolhas adequadas que dependem de si para ser melhor atleta, especialmente no que respeita aquilo que chamamos o treino invisível, i.e., alimentação e repouso adequados. Nesse questionamento, parece-me que deve estar incluído, se aquilo que fazemos é verdadeiramente o que gostamos. Se os treinadores, gostam de treinar e se os atletas ou os corredores gostam de correr, pois devem perceber que as lesões são as pedras ou os buracos no caminho e os nossos caminhos não são nas corridas, nem em qualquer outra actividade, livres dessas referidas dificuldades. Quanto mais fácil aceitarmos que elas existem e estão em qualquer campo da nossa vida, maior será a nossa capacidade de lidarmos com elas e de as superarmos, podendo assim aproveitar verdadeiramente o que passa ao lado da nossa estrada.
E por agora fico-me por aqui que já estou apto para ir correr que é o que vou fazer entretanto. Ah, mas confesso até já me estava a habituar e a gostar de conviver com a sensação que fui tendo nas últimas semanas antes de cada treino – era sempre uma emoção…, “será que hoje vai doer, ou não? Vai doer o joelho, ou a perna? Mais acima, mais abaixo, mais à esquerda, mais à direita?”… enfim, cada dia uma coisa e no dia seguinte nova emoção, eheh!!
Sigo,
Correndo com alma,
Amando com alma,
Vivendo com alma.
publicado por ppmiguel às 18:39
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Bravos os que tentam

 

“But it’s not all about the medal. In fact, athletes who seem to have the most success think the least about the outcome. The focus is on the process and on being the best you can be on the day it matters most.”
Therese Brisson (Olympic champion)
 
Quando nos predispomos para realizar o que quer que seja, não raras vezes questionamos o que fazemos, especialmente se a coisa não corre bem. Parece-me que isso é válido para todos os aspectos da nossa vida, seja no campo profissional, ou escolar, seja numa qualquer prática desportiva ou num projecto pessoal de investimento, seja na área das relações humanas, especialmente quando falamos do par homem-mulher, namoro ou casamento. Quando a coisa corre bem e concretizamos o objectivo a que nos propusemos ou alcançamos a meta desejada, tudo o que são boas sensações vem ao nosso encontro – contentes, alegres, bem connosco próprios, enfim um nível de felicidade que todos gostam de sentir.
Não obstante o que refiro no parágrafo acima, estou plenamente de acordo com Therese Brisson quando diz que não é apenas a medalha, a meta, mas sim todo o processo. Na verdade, quando desejamos algo, se nos for oferecido, não damos o verdadeiro valor. Contudo, se for conquistado e se as dificuldades que passamos para lograr essa conquista forem superadas, aí sim apreciamos verdadeiramente. Talvez por essa razão, atletas que em jovens demonstraram imenso potencial conseguindo resultados brilhantes, não dão o devido valor ao processo, ao trabalho que é necessário para continuar a evoluir rumo à máxima excelência – desmotivam-se perdendo-se no caminho. Outros há, que muitas vezes parecem estar mais longe, mas com empenho, com preserverança, tentam, e tentam…, e tentam! São os bravos.
Parece-me que a felicidade não estará no topo da montanha, mas sim no caminho que se faz para lá chegar. Em cada etapa, cada passo, cada pequeno obstáculo superado degrau a degrau. Umas vezes mais rápido, outras mais lento, subindo um a um, subindo dois descendo um, enfim…, mas conscientes que como alguém disse, “o caminho faz-se caminhando”.  
A atleta acima referida, que fazia parte duma equipa que tinha sido campeã mundial e que obviamente tinham expectativa do título olímpico (não conseguido por terem perdido a final), referiu que apesar disso, de todo o esforço, de todas as dificuldades, de todas as horas e dias passados em treinos e estágios longe das suas famílias e, da desilusão, se soubesse à priori que isso aconteceria, submeterse-ia novamente a todos os treinos. Pois bem, foi isso que ela e a sua equipa fizeram por mais quatro anos, apesar de algumas já terem idade avançada e terem planeado terminar a carreira investiram mais esse tempo e dedicação, e adivinhem…, a história teve um final feliz, conseguiram-no na edição seguinte, o ouro olímpico.
Claro que nem sempre conseguimos o que definimos para nós, mas se tentarmos, podemos sempre dizer que tentamos. Por todas as razões e mais algumas, para mim, bravos são os que tentam, só esses chegam mais longe. Também por isso desde muito cedo a minha “favorite quote” é o slogan Nike modificado, “You can do it” ou “I can do it”, a que mais recentemente a Adidas juntou, “Impossible is nothing”. Não há muito tempo juntei-lhe outra, do Brian Weiss, “Só o amor é real”, porque só amando verdadeiramente o desafio, a causa, o emprego, a pessoa, ou o que quer que seja, nós nos esforçaremos para ir para além de nós próprios, ou para sermos muito bons no que estamos a fazer.
Por isso amigos, para os que me lêem e para mim, lembrem-se,
Tentem,
Sejam bravos e,
Corram com alma,
Vivam com alma,
Amem com alma.
publicado por ppmiguel às 00:35
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