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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Na fila do supermercado

 

Ontem desloquei-me a um dos supermercados da cidade com a intenção de ir à bomba de combustível e atestar o depósito do carro. Habitualmente não costumava deslocar-me às bombas de hipermercados, mas com os preços que se estão a pagar hoje em dia, se puder poupar uns euros ao final do mês, tanto melhor.
O combustível é mais barato e se fizermos compras de determinado valor na superfície comercial, fica ainda mais barato. Desloco-me ao caixa e pergunto quanto é o desconto e quanto temos de comprar, ao que ele me responde, “4centimos por litro e terá de apresentar um talão de pelo menos 20 euros em compras”.
Pensei para comigo, “faz dois dias que fui ao supermercado, o que é que eu vou comprar agora. É melhor não ir, se poupo dum lado para gastar no outro. Não, é melhor ir, dou uma volta, vejo o que há e se nada me interessar não comprarei nada”. Lá fui e acabei por encontrar umas coisas que precisava de valor superior aos 20euros.
Entretanto na caixa, atrás de mim estava uma senhora com um miúdo e uma miúda. Devia ter os seus 35 a 40 anos e os miúdos 10 a 12 anos. Discutiam sobre a compra de um jogo para a playstation. Se era para comprar hoje, se era melhor outro, se era necessário ir a Santarém para o comprar, se tinham de ir a Lisboa, se procuravam na net para saber em que loja havia o tal jogo, enfim... Parecia-me que a mãe lidava com a impaciência do miúdo num misto de respostas descontraídas e com algum gozo à mistura, sem ser agressiva mas firme.
Dando alguma atenção, perguntei a mim mesmo porque haveria de estar a ouvir aquilo e o que é que eu poderia aprender com a história. Lembrei-me imediatamente de duas situações, uma com a minha ex-namorada e outra numa conversa recente com um amigo meu.
Lembrei-me que faz alguns meses, para proporcionar um serão magnífico procurei por tudo o que era sítio, Santarém, Lisboa, Leiria, lojas da net, etc o filme “Diário da nossa Paixão”. Consegui-o num clube de vídeo da cidade e lá fizemos o nosso jantar romântico à luz de velas seguido desse mesmo filme. Nesse dia a minha impaciência e persistência eram semelhantes à do miúdo. Consegui o filme porque não tinha a minha mãe a dizer-me para ter calma e paciência, e que veria esse mesmo filme quando tivesse que ver (neste caso o miúdo tem o jogo quando tiver que ter pois a mãe disse-lhe que não iria buscá-lo a Lisboa de propósito). Naquele dia, se fosse necessário eu faria esses 180km só para ter o filme. Na verdade, também nos dias seguintes continuei a empenhar-me e a dar tudo o que conseguia. Hoje, parece-me que esta mãe está certa e eu estava errado. Amar não é dar sempre tudo, é dar apenas o que é necessário e quando necessário – umas vezes muito, outras pouco, outras nada e outras imenso.
Quanto à conversa com o meu amigo, tem a ver com o facto de ele me ter dito que achava que ia encontrar a mulher da sua vida no supermercado ou no metro. Falávamos sobre o encontro com a tal… Falou-se de encontros na noite, dos chats, do hi5 e dos prós e contras de cada situação. Chegámos à conclusão que tudo é possível, mas nessas situações são mais improváveis, pois as pessoas apenas mostram uma parte de si e dizia-me, “por exemplo, na noite toda a gente se produz…, é muito para o exterior, enquanto que no supermercado as reacções das pessoas são espontâneas, ou no metro numa situação de stress, tu vês a reacção da pessoa ao natural – agrada-te ou não”. Achei a teoria dele interessante, tanto mais que depois me disse ainda, “outro exemplo, no outro dia fui às compras com a minha mãe e estávamos a falar de coisas banais e eu a dar a minha opinião. De repente viro-me e vejo que estava uma rapariga que ouvia a nossa conversa e fartou-se de rir e eu…, não a conhecia de lado nenhum mas apeteceu-me ficar ali à conversa com ela e…, nunca se sabe.”       
Voltando à história da senhora que estava atrás de mim com os miúdos, foi dizendo, não te faço isto por esta razão, aquilo por aquela, já tens o suficiente e terminou com um tirada para mim magnífica – “olha eu na tua idade andava de bicicleta, corria e brincava na rua, e andava à pedrada”. Já estava a pagar a minha conta e ao ouvir isto, não consegui resistir e parti-me a rir com a situação. Apetecia-me dizer algo, mas não consegui, só me ri. Com tudo isto, arrumei as compras e acabei por me esquecer do jornal que tinha acabado de comprar. Á saída encontro uma pessoa conhecida que cumprimentei e me faz umas perguntas, e depois me fala duma entrevista de jornal, e eu, “Ah, esqueci-me do jornal”. Voltei atrás para o ir buscar – a senhora já não estava, mas eu continuei a pensar no episódio.
Provavelmente nunca mais irei ver aquela mãe e os seus filhos, mas eles com a sua espontaneidade, naqueles cerca de 5 minutos, alegraram o meu dia e trouxeram-me um pouco mais de felicidade. Não sei se já tive episódios destes com outras pessoas a alegrarem-se com a minha espontaneidade, mas se não tive oxalá que possa vir a ter, e se conseguir sem querer fazer com que outros tantos desconhecidos fiquem um pouco mais felizes com as minhas acções…, isso é fantástico. Na verdade, acho que todos temos e passamos por esses episódios engraçados. Lembro-me que comento muitos deles com a minha irmã, “olha-me ali aquele cromo”, e ela para mim, “não fales assim do rapaz”, e eu respondo sempre, “não é com tom depreciativo, quando eu faço as minhas palhaçadas, ou digo alguma baboseira, espero que também se riam de mim e me chamem cromo”, assim isso alegre essas pessoas e as torne um pouco mais felizes.
Nem sempre consigo fazer ou dizer o que me apetece, ou como diz o povo “o que me vai na alma”, mas vou continuar a tentar…,
Viver com alma.          
publicado por ppmiguel às 13:17
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