Blog dedicado ao mundo da corrida e do desenvolvimento pessoal

.favorito

. Estás Motivado?

. A Roda da excelência

. Psicologia das lesões, ou...

. Corredores, quem somos nó...

. Correr, para quê?

. Projecto Espaço Jovem - C...

. O Furacão da Estrada – hi...

. A viagem

. O “baldas” mais aplicado ...

. A excelência aqui tão per...

.arquivos

. Novembro 2016

. Janeiro 2016

. Maio 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Setembro 2014

. Maio 2014

. Fevereiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Agosto 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

.Visitantes

.Entrevista CorreComAlma RCSantarém

.Berlin 2009

.You Ready?

.Carlos Lopes - voltaremos a ter outro?

.Why I Run

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Psicologia das lesões, ou a escolha de cada um...

 

Olá amigos,
Como sabem desde o início de Novembro que tenho sido acompanhado por uma arreliadora lesão que é a praga que qualquer corredor não deseja. Não obstante, como sugere o senhor Noakes, as lesões não são uma obra de Deus, são sim fruto de um conjunto de opções nossas que levam a esse mesmo desfecho. Se consultarmos qualquer manual de medicina desportiva, vêm lá referidos detalhadamente quais os aspectos que predispõem a que essas situações ocorram.
Ora, todos sabemos que, “quem anda à chuva molha-se” e portanto quando o nosso objectivo passa pela melhoria da performance, as cargas de treino são exigentes (pois só submetendo o organismo a essa exigência conseguimos as adaptações necessárias para respostas mais eficazes), e portanto os riscos são maiores. Tal como quem anda à chuva pode utilizar um grande chapéu ou agasalho adequado, mas a possibilidade de se molhar existe, também nós podemos realizar um trabalho adequado de prevenção de lesões diminuindo os riscos do seu aparecimento, mas sem conseguir imunidade total.
Neste meu caso, eu tenho a perfeita noção de quais os motivos que levaram a que a lesão surgisse, simplesmente não quis prestar atenção aos primeiros sinais que me indicaram que algo não ia bem, e porquê, porque tal como o meu amigo baldas quis um pouco mais, realizando nas últimas semanas de Outubro uma quilometragem bastante elevada para o meu habitual. Tal como na minha anterior lesão no inicio de 2005 também tive a noção de qual o problema e esse erro eu não mais cometi, mas agora cometi outro.
De todo o modo, parece-me que os nossos erros e as coisas que nos correm menos bem têm sempre aspectos muito positivos que podemos aproveitar se soubermos aprender a lição. Arrependimentos, não, mas escolhas diferentes, sim, ou se quiserem, as mesmas escolhas em momentos mais adequados, dado que me parece que muitas vezes a fronteira entre um momento criativo e a depressão pode ser uma linha muito ténue, e também a escolha do treino adequado para o máximo rendimento e o aparecimento de uma lesão o pode ser.      
Para qualquer corredor, estes são sempre momentos de alguma ansiedade e tensão, pois para além do desconforto físico ou problema de saúde, está impedido de realizar uma tarefa de que tanto gosta. Esta lesão para mim como treinador também é importante nesse aspecto, no sentido de ter uma maior compreensão pelo que os atletas que acompanho, sentem, quando estão lesionados. De facto, parece-me que tão importante como a recuperação física, será a preparação mental para lidar com a situação. E os treinadores e as pessoas que acompanham os atletas mais de perto devem ter uma sensibilidade especial para lidar com o fenómeno. Estou perfeitamente à vontade para referir este aspecto porque nem sempre tive essa atitude quando algum atleta que acompanhava se lesionava – devo dizer que várias vezes fiquei furioso com este tipo de situação, o que diga-se de passagem, em nada ajuda à recuperação do atleta. Mesmo tentando controlar essa fúria, sempre há algum stress que se transmite ao atleta, quando o que ele precisa é precisamente o contrário. 
Presentemente, um dos atletas que treino, também tem tido alguns problemas físicos com uma lesão muscular, e devo dizer que me tenho empenhado para conseguir manter a moral desse atleta em alta, pois acredito que isso será um aspecto fundamental para uma recuperação mais rápida e eficaz. Não obstante os aspectos clínicos muitas vezes deixarem muito a desejar, chorar sobre o assunto, parece-me, não nos leva a lado nenhum e portanto creio que devemos trabalhar com o que temos, controlar o que podemos controlar e tentar realizar o que depende de nós (atletas e treinadores) da melhor forma possível.
Eu como treinador, questiono-me permanentemente se o treino que escolho para os atletas, eu incluído (com quem cometo os maiores disparates), é o mais adequado para que possam conseguir tudo o que desejam conseguir em termos atléticos. Do mesmo modo, me parece que qualquer atleta se deve questionar se faz as escolhas adequadas que dependem de si para ser melhor atleta, especialmente no que respeita aquilo que chamamos o treino invisível, i.e., alimentação e repouso adequados. Nesse questionamento, parece-me que deve estar incluído, se aquilo que fazemos é verdadeiramente o que gostamos. Se os treinadores, gostam de treinar e se os atletas ou os corredores gostam de correr, pois devem perceber que as lesões são as pedras ou os buracos no caminho e os nossos caminhos não são nas corridas, nem em qualquer outra actividade, livres dessas referidas dificuldades. Quanto mais fácil aceitarmos que elas existem e estão em qualquer campo da nossa vida, maior será a nossa capacidade de lidarmos com elas e de as superarmos, podendo assim aproveitar verdadeiramente o que passa ao lado da nossa estrada.
E por agora fico-me por aqui que já estou apto para ir correr que é o que vou fazer entretanto. Ah, mas confesso até já me estava a habituar e a gostar de conviver com a sensação que fui tendo nas últimas semanas antes de cada treino – era sempre uma emoção…, “será que hoje vai doer, ou não? Vai doer o joelho, ou a perna? Mais acima, mais abaixo, mais à esquerda, mais à direita?”… enfim, cada dia uma coisa e no dia seguinte nova emoção, eheh!!
Sigo,
Correndo com alma,
Amando com alma,
Vivendo com alma.
publicado por ppmiguel às 18:39
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
| | partilhar

.CorreComAlma.com

Blog de apoio ao site www.correcomalma.com

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.fotos corrida

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds