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Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Desafios na Serra da Estrela

Olá amigos,

Como sabem, o Luis Crisóstomo realiza os seus treinos na Covilhã em virtude de se encontrar naquela cidade onde é estudante da Universidade da Beira Interior. Sobre os seus relatos de treinos, ontem enviou-me mais um texto fantástico, qual história de conquista à Torre.

Aqui vai.

 

Boa noite!

 

Hoje tive um dia bem agitado! Mas estava longe de esperar conquistar um feito assinalável!

Acho que te cheguei a dizer que ia hoje dar apoio a uma actividade de escolas locais, numa subida à serra. Bem, eu estava muito mal informado quanto a pormenores, pelo que fiquei bastante surpreendido quando me disseram que a actividade seria uma subida até à Torre, em formato de estafeta de pequenos percursos.

Só aí soube que a nossa função seria acompanhar os conjuntos de alunos que nos fossem atribuídos, nos percursos também atribuídos. No entanto os percursos eram muito curtos… O 1º que fiz tinha apenas 700m, com grande inclinação, é verdade, mas tanto eu como os meus “pupilos” aguentámos bem a provação.

De acrescentar que fui para o local de concentração às 9:30 e só ao meio-dia partiu o 1º percurso. Eu já só corri uma meia hora depois… Mas penso que é normal nestes eventos… A actividade era tudo menos local, é uma estafeta nacional contra a pobreza e discriminação, por ocasião do ano europeu homónimo. Para dar uma ideia dos motivos dos atrasos sucessivos, a ideia era chegar à Torre às 16 h (!). Vê-se mesmo que quem organizara a prova nada percebia de corridas… E essa hora tinha de ser cumprida para o protocolo, até porque o Carlos Lopes ia dar uma volta ao marco geodésico da Torre.

Voltando ao relato. O meu 1º percurso foi antes ainda das Penhas da Saúde, e o outro que me competia, esse de 1100m, era já na subida do maciço central. Por essa hora, com o colega meu que vinha na mesma carrinha já planeávamos fazer a fusão dos nossos percursos (ele fazia o anterior ao meu) para que a nossa participação nos servisse de treino.

O ritmo ia demasiado alto para os organizadores. À passagem às Penhas da Saúde comentavam isso mesmo e de que seria necessário parar para dar tempo, em Piornos (onde fica o Centro de Limpeza de Neve). Lá estivemos parados cerca de uma hora… Foi então que todos nós, 4 atletas da UBI, nos encontrámos de novo, e surgiu o desafio e treino decente.

A ideia partiu do açoreano, mas o juiz do nosso distrito não se ficou atrás…nem eu! Ficou de fora (não surpreendentemente) o que ia na carrinha comigo. A nossa ideia foi fazer todos os percursos dali, Piornos, até ao final, à Torre, a qual, segundo as placas próximas, se encontrava a 7Km de distância, e a cerca de 400m na vertical. No entanto, não quebraríamos a nossa promessa, e sempre fomos acompanhando os miúdos, mas eles não eram tão lentos como as professoras os imaginavam!

Alguns deles quiseram rebelar-se, tal como nós, e fizeram vários percursos seguidos. Alguns até se adiantaram de tal forma que nunca mais os vimos (tínhamos de zelar pelos últimos). Dois deles fugiram de tal forma que só não chegaram à Torre porque a polícia estranhou e barrou-lhes a passagem a 400m do final! Lá voltaram para trás, com um sonho morto na praia…

Eles foram bloqueados porque atrás, onde deviam ir, fazia-se mais um compasso de espera, desta feita em frente da Senhora da Boa Viagem. Mas nós não parámos, e como universitários não fomos bloqueados! E assim atingimos o nosso objectivo a 1993m de altitude, em 44 minutos certinhos!

Demos a volta ao marco e voltámos ao local da espera, para voltar a subir com os alunos. Sofremos um bocado com o vento e o frio por ele induzido, mais até quando íamos com eles para fazer a última subida, pois fazendo esse troço antes sós, puxámos o ritmo para outro nível (menos de 5min o km com inclinação média de 10%). Além disso, acho que fiquei com a cara um bocado tostada, mas ainda tenho de comprovar isso amanhã!

Assim se fez um pequeno feito. Muito maior foi o dos veteranos que vinham para ajudar na corrida, mas que como não quiseram nem ir ao ritmo dos miúdos nem esperar pelo meio dia, partiram do Pelourinho, praça central da Covilhã onde partia a estafeta, e fizeram sozinhos o percurso até à Torre! São cerca de 20Km, em que apenas 1 é a descer claramente…

Um dia também espero fazer isso… Mas não será agora! O mais próximo que consigo imaginar será no início de uma época… Mas sei que o louco açoreano enquanto estiver eu e ele por cá estará pronto a me desafiar (e a outros!)

Desculpa todo este paleio… Acho que posso dizer que me sinto…orgulhoso!

Bons treinos por aí, com uns desafios a apimentar a coisa!

 

Abraço,

Luís Crisóstomo

 

publicado por ppmiguel às 23:03
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Relatório de Treino

Viva amigos,

Devem ter reparado que tenho andado um pouco afastado destas lides. Tenho dedicado mais tempo ao site e ao projecto CorreComAlma no seu global. 

Tenho tentado incentivar cada um e incentivar-me a mim mesmo para seguirmos dando o melhor cada dia. Tenho de dizer-vos, às vezes é duro mas vejo em algumas dificuldades e adversidades um sabor especial, qual sensação do dever cumprido. 

Nas trocas de mails, entre trabalhos de alunos, contactos diversos sobre o projecto e troca de impressões sobre treinos que não posso acompanhar, de vez em quando aparece uma maravilha de relato. Quase parece que estávamos lá a acompanhar.

Senão, leiam este do Luis Crisóstomo sobre os seus treinos na Covilhã. Tempos à parte, porque o frio pertuba mesmo a performance, deliciem-se com o texto, como já tive oportunidade:

 

"Boa tarde!
 
Acabo de ler o teu mail sobre o projecto “corre com alma”. De seguida faço forward para os meus contactos.
Aqui nestas terras do gelo, está o frio habitual, embora neve não se aviste hoje… O treino de 5ª, que começou às 19h, como deves imaginar foi mesmo sobre forte frio, com a agravante de uma forte nortada. Portanto, se estavam 5ºC àquela hora, com o efeito do vento sentíamos uma temperatura claramente abaixo de 0. Apesar de tudo o treino não foi mau. Como o vento ajudava não tinha de aplicar uma força tão violenta, pelo que consegui ir rápido (mas não fazendo mais rápido que o normal) e com uma técnica muito facilitada.
Hoje o vento mudou e isso nota-se nas marcas das séries de hoje. Passou a ser desfavorável na recta final e em parte da curva, embora esteja bem mais fraco. O frio continua, ao sair de casa a informação do computador dava -1ºC, às 10h30. Treinei um pouco mais tarde que o habitual mesmo para dar tempo a aquecer um pouco (e a acordar bem). Mesmo assim, ao voltar a casa ao meio-dia e meio, ainda o lago de jardim pelo qual passo estava gelado…
Chega de conversa! Claro que mesmo com este tempo se tivesse gente para puxar poderia fazer menos um segundo ou 2. Tentei esforçar-me por imaginá-los!
600m: 1’47”80
500m: 1’30”70
300m: 45’43
200m: 27’41
 
E é tudo daqui. Espero que o treino aí tenha corrido pelo melhor! Para a semana é a valer!
 
Abraço
 
Luís Crisóstomo"
 

Fantástico... 

publicado por ppmiguel às 16:42
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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

A dor é nossa amiga…, estranho, não?

 

Pode parecer estranho este título, mas nos últimos tempos tenho-me deparado com imensas situações que o comprovam. Não que eu seja masoquista, ou algo do género (lol) mas na verdade isto pode ter a sua lógica.
Neste fim-de-semana comentei num blog de uma amiga, acerca do assunto, não directamente, mas de forma indirecta, pois o tema ali eram as recordações de outros momentos da vida que marcaram pela positiva e pela negativa, e que neste caso sempre vêm acompanhadas de alguma dor. Claro que as nossas fases menos boas deixam marcas emocionais pouco agradáveis, mas parece-me que funcionam, se nós quisermos, tipo catapulta para nos levarem a um nível muito superior. Nesse comentário, estabeleço uma relação que me parece existir entre, as cargas de treino para a melhoria da performance dum atleta e as agressões emocionais que sofremos, que quando devidamente “encaixadas” também servem para que passemos para um nível de performance superior.
Também neste fim-de-semana comentava com um amigo e atleta que treina comigo, acerca da necessidade de saber conviver com a dor ou com o desconforto, neste caso fisiológico e que se sente por exemplo numa corrida de 400m, qual bebedeira de ácido láctico e o respectivo vómito que muitas vezes ocorre, eheh!! Se passarmos aos 800, 1500 e por aí adiante até às ultra-maratonas, todo o tipo de esforços encerra em si determinado tipo de dor que são diferentes consoante a duração da prova e a respectiva intensidade que se pode colocar, e claro, também consoante as características dos atletas. A capacidade que cada um tem para suportar este desconforto é variável, tal como as nossas capacidades fisiológicas, uns com mais apetência para esforços reduzidos, outros para intermédios e outros para longos, ou não existissem especialistas para cada tipo de prova.
Parece-me que a capacidade para suportar este tipo de dor, física, a que os anglo-saxónicos chamam, stamina, depende muito de aspectos fisiológicos, mas especialmente de aspectos psicológicos, que tal como os primeiros também são bastante treináveis. Se atendermos com atenção ao que é o treino, ou as cargas de treino, vemos que são agressões ao organismo, devidamente organizadas, para que este se adapte e passe para um nível de rendimento superior. Ora, quando treinamos já sabemos que aquilo às vezes dói um pouco, pelo que a dor é nossa amiga, já que é ela que nos permite melhorar. Mas atenção, convém ter a noção de que nível de dor ou de desconforto nos estamos a referir, pelo que será bom que cada um defina os seus limites, por forma a não colocar em risco a sua saúde. Ok, ok, já sei que eu e o baldas, somos exemplos extremos (loool) e depois claro, dá naquelas lesões que parece não terem fim. Não obstante, isso demonstra o espírito de preserverança, e de luta até ao fim, por forma a rentabilizarmos ao máximo o nosso potencial. Sem medo e sempre,
Correndo com alma,
Amando com alma,
Vivendo com alma.  
publicado por ppmiguel às 20:35
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Regresso a Casa

 

Na semana passada recebi o mail que transcrevo abaixo, que achei super. Por um lado deu-me imensa vontade de rir tal é a prosa deste meu amigo e atleta, por outro, confesso alguma emoção pelo seu regresso aos treinos, depois de uma interrupção por condicionantes da vida e outras escolhas que às vezes se fazem.
 
Tudo bem engenheiro!! Por aqui, nunca pior, algumas dores no corpo , mas como diz a minha santa maezinha, "quem corre por gosto não cansa"!
Ontem fui treinar na praia com o Ferreira, foi duro, mas aguentei-me, ou somos homens ou somos ratos de sacristia!
Corri 20m na areia solta, porque areia dura é para meninos, custou mas aguentei-me, depois fiz 6x12s, era para fazer 6x15s mas estava com medo de não me aguentar. Correu tudo bem apesar das ultimas duas séries terem sido um verdadeiro terror, mas está cumprido.
Depois envia o treino desta semana e diz-me se já conseguiste falar com a associação. abraço
 
            Convêm referir que depois de alguns anos de paragem, o regresso deve fazer-se de forma muito cuidada, com um plano muito bem elaborado, mas suficientemente flexível. A motivação é alta e isso é muito importante, mas existem rotinas que se perderam, o que complica um pouco o processo. As rotinas de treino, coisas fáceis, como arrumar o equipamento, sair de casa ou do emprego e deslocar-se aos locais de treino, chegar, tomar contacto com o balneário, equipar, depois o treino propriamente dito, o contacto com outros atletas do grupo ou de grupos diferentes, etc, etc… Essas adquirem-se relativamente rápido, se forem as que estávamos habituados a realizar. Quando mudamos de casa, de emprego, ou de cidade, aí as coisas podem ficar um pouco mais difíceis na fase inicial – que exige grande motivação e empenho para seguirmos com aquilo que pretendemos seguir, apesar das dificuldades que se nos deparam, quando comparávamos com os “mimos” que tínhamos anteriormente.  
            As outras rotinas a que me refiro, são aquelas que nós não vemos exteriormente, e que dizem respeito às adaptações que o nosso organismo realiza aos estímulos que lhe submetemos. Depois de uma paragem prolongada, existem muitas capacidades que os atletas possuíam que agora se encontram num nível mais baixo, por essa razão o plano deve ser suficientemente flexível, dado que as respostas do organismo não são as mesmas que conhecíamos antes quando o atleta tinha uma rotina de treinos com anos sucessivos e sem interrupção (apenas 3 a 4 semanas de férias activas).
            Pelas razões que descrevi nos parágrafos anteriores, o mail do NM não me surpreende. Aquilo que para ele anteriormente era um treino extremamente fácil, quase um aquecimento, agora dá naquilo que puderam ler…, muitas dores no corpo. Contudo, felizmente que o nosso organismo tem grande capacidade de adaptação, e a seu tempo e com a minha ajuda espero que o NM em breve volte a realizar o seu trabalho habitual e a sua rotina de treinos sem problemas para poder voltar ao que gosta – a pista, as competições, o grupo de amigos atletas de clube e de outros clubes, as viagens às provas, os rivais, a emoção das marcas e do resultado, dos saltos nulos e dos válidos, enfim…, vivendo.   
Parece-me que para este atleta e amigo, isto é como um “regresso a casa”, o voltar àquilo que gosta. De uma ou outra maneira, todos procuramos o nosso regresso a casa, especialmente quando nos afastamos de certas actividades, de certas pessoas ou de certas coisas de que realmente gostamos ou amamos. Continuo à espera de mais regressos, serão todos bem-vindos para
Saltar com alma,
Correr com alma,
Amar com alma e,
Viver com alma.
 
P.S. – eu não sou engenheiro mas alguns atletas arranjaram-me este nome artístico (e há outros, perguntem-lhes, eheh) 
publicado por ppmiguel às 00:37
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

O “baldas” mais aplicado do mundo

 

Recebi a semana passada um mail dum grande amigo meu que me pôs a pensar acerca da organização deste blog. Esse meu amigo felicitou-me pelo blog referindo também que agora sempre poderia ler algumas ideias minhas sobre o treino da corrida. Fiquei eu a pensar para comigo, “espera lá, mas neste blog eu quase não falo sobre o treino.” É uma boa ideia e bem que o poderia fazer já que tenho alguma documentação publicada que poderia aqui ser divulgada. Este fim-de-semana pus mãos à obra e depois de umas noitadas – sim, porque eu não sou grande artista nestas coisas, e o experimenta aqui, põe acolá, blá blá…, leva tempo e hoje de manhã para levantar é que foi o cabo dos trabalhos. Adiante, lá consegui alojar uns ficheiros de treino que poderão consultar nos links, sendo posteriormente direccionados para uma página criada para o efeito.
Quanto ao meu amigo baldas, o GF, é bom que se diga que chamamos baldas um ao outro e tudo começou à uns anos atrás, em que numa brincadeira (não me recordo se foi num estágio ou noutra situação) eu lhe disse, “andas na balda”, precisamente por ele se aplicar demasiado ao treino, e deve ter sido obrigado a uma interrupção por lesão. Vai daí, que agora cada vez que nos vemos, geralmente nas competições, o nosso cumprimento é sempre o mesmo, o grito “Ó BALDAS” seguido de um forte abraço.
O baldas é um atleta conhecido por todos os aficionados do atletismo em Portugal, por já ter sido campeão nacional de maratona na década de 90, e presentemente ainda participa nas corridas de estrada no escalão de veteranos. Porque é que eu digo que ele é o baldas mais aplicado do mundo – ora, porque é o tipo de atleta que se aplica e se empenha, quer em competições quer em treinos, para lá do razoável. Alguns atletas cumprem o plano de treinos de forma regular, outros cumprem mas o treinador tem que insistir para que se realize o trabalho, e depois existem os casos como o baldas em que o treinador tem que pedir para se treinar menos, ou para andar mais devagar, etc… Sim, porque a evolução faz-se treinando com cargas ajustadas às capacidades dos atletas e fundamentalmente, alternando treinos mais exigentes com treinos menos exigentes.
O baldas é um atleta e uma pessoa muito voluntariosa, o que por vezes se vira contra ele próprio pelo empenho exagerado. Não obstante, não haja dúvida que se há atleta que corre com alma, é ele. Durante a década de 90 representou o nosso clube em diversas provas. Nos campeonatos de clubes, quer em pista coberta quer em pista ar livre, as provas onde ele participava tinham emoção garantida. Início da prova, G na frente da corrida, entretanto durante o decorrer vai perdendo alguns lugares – os colegas na bancada, onde me incluía, “olha o G já deu o berro”. De repente dá-lhe uma coisa e começa a recupera e a ganhar lugares a poucas voltas do final – a bancada anima e grita, “vai G, vai G, vai, vai…” e ele cada vez recupera mais. Aquilo é que era emoção de tal forma, imagine-se que até muitos dos apoiantes dos adversários puxavam por ele.
È por estas e por outras, meu amigo baldas, que te quero agradecer pelos bons momentos que já nos proporcionaste e estou certo que mais virão. Quero também lançar daqui o meu incentivo, para que num momento menos bom da tua corrida fora de pista, possas realizar um regresso à cabeça da corrida tal como nos habituaste em tantas e tantas provas de 5000, ou 3000, ou 3000obstáculos ou as outras que quiseres.
Só me resta dizer para continuares a
Correr com alma,
Amar com alma,
Viver com alma.
 
  
publicado por ppmiguel às 23:33
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Esta aí a nova época!

Setembro à porta e o re-início dos treinos. Nova época na escola e no clube. Por aqui é o habitual, a rapaziada chega bronseada, alguns com vontade renovada para as primeiras corridas e outros entretanto ficaram pelo caminho, ou melhor por outro caminho.

Os mais jovens em apenas dois meses parece que cresceram por anos. Primeiro treino para eles esta segunda feira e a animação foi mais que muita. Fiquei bastante feliz por ver a treinadora a tomar conta daquela malta, todos entusiasmados com os habituais jogos de corrida e de destrezas diversas que habitualmente fazemos com os mais novos. 

Com os mais velhos, agora é o costume, as primeiras corridas em ritmo suave e moderado para uma adaptação o mais progressiva possivel à rotina de treino.

Primeiras semanas apenas corridas lentas e reforço muscular do tronco, para entretanto se passar a um trabalho mais elaborado e dirigido a cada um, consoante os seus anos de treino e respectiva especialidade.

Para mim este ano o grupo vai crescer, velocistas (jovens e com muitos anos de treino), barreiristas, saltadores e meio-fundistas onde também me incluo.

Especialmente com os corredores de distancias medias e longas, as corridas por agora são geralmente na mata. Como são os primeiros treinos a recomendação é para seguir em ritmos suaves e modarados. Á medida que passam os dias e o numero de elementos para essas saídas vai aumentando, logo começam os "picanços", os campeões de treinos e as histórias no balneário sobre o que foi feito e o que deveria ter sido feito.

São as histórias habituais dos corredores com os seus prós e contras para um treino que se quer devidamente programado e organizado. Parece-me que como em tudo, se querem na medida certa - o atleta que quer seguir com máximo rigor todas as indicações do treinador     sem algum espirito crítico acabará por desenvolver muito pouca autonomia e em sentido oposto,  aquele que nunca cumpre com as recomendações e se ajusta demasiado às circunstâncias, ou ao ritmo de outros sem seguir o plano que foi para si designado, também não evoluirá como o seu potencial o poderia permitir.

Quanto aos meus treinos, de momento estão em paragem forçada devido a uma pequena cirurgia, nada de especial, mas é mais uma semana. O tempo vai passando e começo-me a atrasar para os meus rivais, quais companheiros da minha estrada como diz o José Man. Contudo, logo, logo estarei na estrada, e na mata, e na pista. Já sabem, para...

Correr com alma,

Viver com alma,

Amar com alma. 

publicado por ppmiguel às 00:10
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